Vaidades

Emilia Clarke confessa que sofreu dois aneurismas enquanto filmava “Guerra dos Tronos”

333

A atriz que interpreta Daenerys Targaryen confessou, num longo texto escrito na primeira pessoa, que sofreu dois aneurismas enquanto filmava a série que a lançou. Emilia Clarke pensou que ia morrer.

AFP/Getty Images

A menos de um mês da estreia da última temporada de “Guerra dos Tronos”, agendada para o dia 14 de abril, Emilia Clarke confessa que sofreu dois aneurismas enquanto filmava a série que a lançou. Num longo texto publicado esta quinta-feira na revista The New Yorker, a atriz que interpreta a personagem Daenerys Targaryen fala pela primeira vez no frágil estado de saúde com que participou em algumas das gravações.

O primeiro aneurisma, conta Emilia Clarke, aconteceu pouco depois do fim das filmagens da primeira temporada. Ainda o primeiro episódio da série não tinha estreado quando, em fevereiro de 2011, a atriz sentiu-se mal. Estava a treinar com o personal trainer quando uma forte dor de cabeça e vómitos violentos a levaram para o hospital.

Um nevoeiro de inconsciência tomou conta de mim. De uma ambulância fui levada numa maca para um corredor impregnado do cheiro a desinfetante e de barulhos de pessoas aflitas. Porque ninguém sabia o que se passava comigo, os médicos e as enfermeiras não me deram quaisquer drogas para aliviar a dor”, conta num relato pessoal e intimista.

A atriz viria a ser diagnosticada com hemorragia subaracnóidea, “um tipo de acidente vascular cerebral causado pela hemorragia no espaço ao redor do cérebro”, escreve. “Eu tive um aneurisma, uma rutura arterial.” A recuperação demorou e a atriz sofreu de afasia durante uma semana — condição em que há dificuldade na expressão de palavras — devido ao trauma que o seu cérebro teve de aguentar. “Nos piores momentos quis desistir de tudo”, admite. “Pedi aos médicos para me deixarem morrer.”

O estado de saúde da atriz durante as filmagens da segunda temporada era ainda delicado — “Depois do meu primeiro dia de filmagens, mal consegui chegar ao hotel antes de colapsar de exaustão”. Mas seria em 2013 que Clarke apanharia outro susto, depois de mais um exame de rotina que revelou ser necessária uma segunda operação. Prometeram-lhe um procedimento mais simples do que o da última vez, mas a atriz haveria de acordar a gritar de dor. “O procedimento tinha falhado. Eu tinha uma enorme hemorragia e os médios deixaram claro que as minhas hipóteses de sobrevivência eram precárias se não operassem mais uma vez.”

Pedaços do meu crânio foram substituídos por titânio. Hoje não dá para ver a cicatriz que vai do meu couro cabeludo até ao ouvido, mas na altura eu não sabia que não ia ser visível. Acima de tudo, havia a preocupação constante com perdas cognitivas ou sensoriais.

A recuperação, mais uma vez, não foi fácil. E à ansiedade somaram-se ataques de pânico. Semanas depois da segunda cirurgia, a atriz fez questão de marcar presença na Comic-Con, em San Diego. Não queria desapontar os fãs, apesar das fortes dores de cabeça. Depois de enfrentar as milhares de pessoas na audiência, a sua assessora pediu-lhe para falar com um jornalista da MTV que estava à sua espera para uma entrevista. “Pensei, se vou morrer, que seja na televisão. “Mas sobrevivi. Sobrevivi à MTV e a muito mais”, conclui a atriz que agora diz estar 100% recuperada.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: acmarques@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)