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Venezuela

Grupo de Lima condena “detenção ilegal” do chefe de gabinete de Guaidó

O Grupo de Lima, que integra vários países latino-americanos e o Canadá, condenou em comunicado a "detenção ilegal" do chefe de gabinete de Juan Guaidó, Roberto Marrero.

Roberto Marrero, advogado de profissão e chefe de gabinete de Juan Guaidó, foi detido na madrugada desta quinta-feira na sua casa por cerca de 50 membros dos serviços secretos venezuelanos

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

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  • Agência Lusa
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O Grupo de Lima, que integra vários países latino-americanos e o Canadá, condenou esta quinta-feira em comunicado a “detenção ilegal” do chefe de gabinete de Juan Guaidó, Roberto Marrero.

No comunicado, o Grupo de Lima exige que o “regime ilegítimo e ditatorial” de Nicolás Maduro liberte “imediatamente” Marrero e pede ainda o “pleno respeito da imunidade parlamentar” do deputado Sergio Vergara, vizinho do detido e cuja casa foi alvo de buscas.

Fazem parte do Grupo de Lima a Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru.

Roberto Marrero, advogado de profissão, foi detido na madrugada desta quinta-feira na sua casa por cerca de 50 membros dos serviços secretos venezuelanos (SEBIN).

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o opositor e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro, não reconhecendo a legitimidade do governo liderado por este.

Cerca de 50 países, incluindo os Estados Unidos e a maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela encarregado de organizar eleições livres e transparentes naquele país.

Na Venezuela, a crise tem tido repercussões políticas, económicas e humanitárias. No país residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

Os mais recentes dados das Nações Unidas estimam que o número atual de refugiados e migrantes da Venezuela situa-se nos 3,4 milhões.

Só no ano passado, em média, cerca de 5.000 pessoas terão deixado diariamente a Venezuela para procurar proteção ou melhores condições de vida.

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