Os fãs de “Deadwood” tinham saudades da série. Há muito tempo que isso era notório, ao ponto dessa nostalgia ser há alguns anos combustível para rumores de um regresso, em formato de nova temporada ou em formato de filme. A confirmação oficial de que “Deadwood” iria mesmo voltar e dar origem a um filme televisivo chegou no ano passado, mas há novidades: o projeto chegará à HBO já daqui a dois meses, dia 31 de maio, e a produtora e distribuidora norte-americana divulgou esta quinta-feira um primeiro trailer de antecipação. Tem menos de um minuto, mas é mais do que suficiente para recordar o enredo e gerar entusiasmo para o que aí vem.

As personagens de “Deadwood” estão mais velhas mas não parecem ter mudado assim tanto. Al Swearengen e Seth Bullock, inspiradas em pessoas reais com o mesmo nome que viveram na cidade de Deadwood (estado do Dakota do Sul) no final do século XIX e início do século XX, continuam a ser protagonistas e continuam, claro, a ser representadas pelos atores Ian McShane e Timothy Olyphant (respetivamente).

Neste primeiro “teaser trailer” surgem ainda muitos outros elementos conhecidos da série. Em menos de um minuto confirma-se o regresso de Sol Star (interpretado pelo ator John Hawkes), Alma Ellsworth (representada pela atriz Molly Parker), Trixie (Paula Malcomson), Charlie Utter (Dayton Callie), George Hearst (Gerald McRaney), E. B. Farnum (William Sanderson), Joanie Stubbs (Kim Dickens) e Calamity Jane (Robin Weigert). Vê-se, também, que continuará a haver tiros, chapéus de cowboy, ação e drama. A isto junta-se o envolvimento direto de David Milch, antigo argumentista e produtor executivo da série que é o argumentista deste filme, e de Daniel Minahan, cineasta que assinou a realização de quatro episódios e que foi recentemente escolhido para realizar este filme. Como não ficar entusiasmado?

Al Swearengen, autor de alguns dos palavrões mais imaginativos que se ouviam na série “Deadwood” (@ HBO)

O filme tem cerca de duas horas e passa-se em 1889. A HBO revelou, em comunidade oficial, que as personagens “voltam a juntar-se após uma década para celebrar a independência da região do Dakota do Sul” — Deadwood, pois claro. “Reacendem-se antigas rivalidades, alianças são testadas e antigas feridas são reabertas por todos terem ficado e sido obrigados a lidar com as mudanças inevitáveis que o tempo e a modernidade trouxeram”, acrescenta a informação oficial.

Com um total de três temporadas, a série exibida entre 2004 e 2006 tornou-se um fenómeno internacional aclamado pela crítica. A indústria televisiva premiou-a apenas com um Globo de Ouro mas distinguiu-a com oito prémios Emmy (em 28 nomeações). Com um estilo inspirado nos westerns cinematográficos, baseou-se em jornais e diários de residentes da localidade de Deadwood no século XIX e mistura “factos, ficção e os palavrões mais imaginativos do mundo”, como refere acertadamente a revista Vanity Fair.