Espanha encabeça a lista de mortos por atentados terroristas realizados em países da União Europeia (UE) entre 2000 e 2018, com um total de 268 vítimas, seguida da França, com 263, e do Reino Unido, com 121.

Os números fazem parte da terceira edição do Livro Branco e Negro do Terrorismo na Europa, elaborado por iniciativa da eurodeputada do partido espanhol União, Progresso e Democracia (UPyD) Maite Pagazaurtundúa.

O trabalho, que analisa as vítimas mortais em solo da UE e os europeus mortos fora da União em atentados terroristas naquele período, foi apresentado esta sexta-feira pela eurodeputada.

O Reino Unido, com 630 vítimas mortais no total (dentro e fora da UE) é o país com mais cidadãos mortos devido ao terrorismo, seguido da França (444), Espanha (317) e Alemanha (118).

Se se contarem apenas os atentados em território da União, a Espanha sobe para o primeiro lugar com as referidas 268 vítimas mortais, 236 nacionais de países da UE e 32 de outros países.

Em relação à autoria dos atentados, o estudo atribui à rede terrorista Al-Qaida e suas ramificações 558 assassínios e ao grupo extremista Estado Islâmico e organizações que o seguem 432.

A organização radical basca ETA contabiliza no mesmo período 58 assassínios, o também espanhol GRAPO (Grupos de Resistência Antifascista Primeiro de Outubro) quatro mortos e diversos grupos norte-irlandeses, tanto unionistas como republicanos, 31.

O Afeganistão foi o país onde mais europeus morreram naquele período, 640, devido às ações militares da coligação internacional desde 2001.

Maite Pagazaurtundúa disse que o estudo tem dados sobre 1.868 pessoas mortas, 753 em atentados em território europeu e 1.115 em atos terroristas fora das fronteiras da UE.

Do total de 1.868 mortos, 74% eram homens e 22% mulheres, ficando quatro por cento por especificar devido à falta de dados.

Além da eurodeputada, estiveram presentes na apresentação do estudo Fernando Reinares, principal investigador e diretor do Programa sobre Radicalização Violenta e Terrorismo Global do Real Instituto Elcano, e Florencio Dominguez, diretor do espanhol Centro para a Memória das Vítimas de Terrorismo.