O número de mortos no naufrágio de uma embarcação no rio Tigre em Mossul (norte do Iraque) subiu para 100, a maioria mulheres e crianças, anunciou esta sexta-feira o Ministério do Interior iraquiano.

O anterior balanço deste acidente, o mais mortífero no Iraque nos últimos anos e que ocorre quando se celebra o novo ano persa (o Noruz), apontava para 83 mortos.

O incidente resultou da conjunção de dois fatores: a sobrelotação do ferry e o alto nível das águas, explicou à agência France-Presse (AFP) um responsável pelos serviços de segurança em Mossul.

As famílias atravessavam o rio para se dirigirem a parques onde tradicionalmente se fazem os piqueniques que assinalam o Noruz, dia feriado no Iraque.

O primeiro-ministro, Adel Abdel Mahdi, anunciou o alerta de todos os serviços de saúde e a mobilização de todas as equipas disponíveis em Mossul para as buscas.

Pediu ainda “um relatório de inquérito em 24 horas para determinar as responsabilidades”.

A televisão iraquiana divulgou, entretanto, que um tribunal em Mossul deteve nove pessoas que trabalhavam na embarcação e emitiu um mandado de detenção visando o dono da ilha turística onde o ferry ia atracar.

O último naufrágio deste tipo no Iraque ocorreu em março de 2013, quando um barco restaurante foi ao fundo também no Tigre, mas junto à capital, Bagdad, causando cinco mortos.