Na recente conferência em que a Volvo revelou as soluções a que pensa recorrer para acabar com os mortos e feridos graves aos volante dos seus carros, onde o Observador esteve presente, o CEO do construtor sueco, Hakan Samuelsson, admitiu que a procura pelos seus híbridos plug-in (PHEV) surpreendeu por completo a marca. Porém, apesar de estar a tentar resolver o problema, a Volvo está a deparar-se com dificuldades que a impede de satisfazer a oferta.

Samuelsson confessou que os clientes aderiram às vantagens dos seus PHEV de uma forma que ultrapassou mesmo as expectativas mais optimistas. Está claro que para a Volvo não é problemático produzir mais versões PHEV e menos a gasolina ou diesel, mas realidade é que os PHEV possuem uma peça cara e pesada, que escapa à tecnologia que a marca sueca domina: as baterias.

Assim que se apercebeu da vontade do público em comprar mais versões PHEV, o fabricante sueco tratou de reunir com os seus fornecedores de baterias, tentando determinar qual seria a possibilidade de satisfazer uma maior capacidade de produção. Contudo, a resposta não foi a desejada.

De momento, a venda de PHEV ronda os 15% de algumas gamas que também fornecem motores a combustão, a gasolina e diesel,  sendo que para Samuelsson seria bem-vinda uma capacidade de produção três vezes superior. Admitindo o CEO que falharam nas previsões de vendas das versões mais amigas do ambiente, e isto numa fase em que a marca ainda não tem no mercado versões 100% eléctricas.

Quem já oferece estas versões mais amigas do ambiente é a Polestar, a nova marca da Volvo, com um PHEV (o Polestar 1) com grande capacidade de acumuladores para satisfazer uma autonomia em modo eléctrico de 150 km, para o Polestar 2 ser um modelo mais pequeno e alimentado exclusivamente por bateria, concorrente do Model 3 da Tesla.