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Bombeiros

Governo anuncia aumento salarial para Equipas de Intervenção Permanente de combate aos fogos

O ministro da Administração Interna anunciou aumentos salariais para os bombeiros que integram as Equipas de Intervenção Permanente, que passarão a ganhar mais de 700 euros mensais.

PAULO NOVAIS/LUSA

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou este sábado aumentos salariais para os bombeiros que integram as Equipas de Intervenção Permanente (EIP), que passarão dos atuais 617 euros para mais de 700 euros.

Durante a sessão de abertura do 21.º Congresso Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), que decorre durante todo o dia, em Aveiro, Eduardo Cabrita, referiu que dentro de poucos dias será celebrado um acordo que prevê uma alteração “muito significativa” no nível de remuneração das EIP.

De acordo com o governante este aumento “irá corrigir aquilo que há quase uma década não tem sido corrigido”, passando dos atuais 617 euros para “um valor que se colocará certamente acima dos 700 euros”.

O presidente da LBP, Jaime Marta Soares, que não usou da palavra na sessão de abertura, viria a confirmar aos jornalistas que o aumento será para os 740 euros, pagos em 14 meses, a que acresce o subsídio de alimentação.

No seu discurso, Eduardo Cabrita anunciou ainda a constituição daqui a duas semanas de mais 40 EIP, constituídas por cinco elementos que estão permanências dos quartéis de bombeiros para ocorrer a qualquer situação de urgência e emergência registada no concelho.

No total, de acordo com o ministro, o país terá 165 equipas constituídas nestes 18 meses, todas “em articulação com as prioridades que foram identificadas pela LBP e com a disponibilidade das autarquias para serem parceiros esta intervenção”.

“Isto permite-nos hoje já não estar a discutir ter uma equipa em todos os concelhos, mas estarmos a aproximar da circunstância de ter uma equipa em todas as corporações que a queiram ter e começar a discutir prioridades para criação de segundas ou terceiras equipas em áreas de intervenção prioritária”, afirmou.

O ministro da Administração Interna realçou ainda a necessidade de reforçar o papel de profissionalização do sistema, face às alterações climáticas, ao modelo de desenvolvimento do país e ao adiamento da reforma da floresta.

“Nada será como dantes depois de junho e outubro de 2017 nesta matéria”, afirmou, adiantando que as “lições dramáticas” das ocorrências de 2017 “mudaram totalmente a relação da sociedade com as questões de segurança coletiva e de proteção civil”.

O 21.º Congresso Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), que decorre à porta fechada, tem como único ponto a análise do ponto de situação das matérias em negociação com o Governo, tendo como matriz as propostas de compromisso aprovadas no Conselho Nacional de Santarém.

Os bombeiros reclamam uma direção nacional de bombeiros autónoma e com orçamento próprio, um comando autónomo de bombeiros e o cartão social do bombeiro.

Em dezembro passado, a maioria das corporações de bombeiros deixaram de comunicar informação operacional aos comandos distritais de operações de socorro (CDOS), num protesto que durou dez dias.

A 29 de dezembro, o líder da LBP, Jaime Marta Soares, anunciou a suspensão da contestação até ao congresso de Aveiro já que notou abertura do Governo para negociar.

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