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Eleições

Partido da junta militar no poder na Tailândia lidera projeções após fecho das urnas

Os resultados só devem ser conhecidos na segunda-feira, mas no fecho de urnas e com 92% dos votos contados é esta a projeção. São as primeiras eleições desde o golpe de estado de 2014.

PONGMANAT TASIRI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O partido da junta militar no poder na Tailândia lidera a contagem nas eleições legislativas quando estão contados 92% dos votos, de acordo com os primeiros resultados após o fecho das urnas divulgados hoje pela comissão eleitoral.

Os resultados oficiais definitivos deverão ser divulgados segunda-feira de manhã.

Quando estão contados 92% dos boletins de voto, cerca de 7,5 milhões de eleitores tailandeses votaram no partido da junta militar, Phalang Pracharat, à frente do do partido pro-democracia Pheu Thai (Para os Tailandeses), com 7 milhóes e o emergente e antimilitar Anakot Mai (Novo Futuro), com 3,5 milhões.

Estas são as primeiras eleições realizadas na Tailândia depois do golpe de estado de maio de 2014, liderado pelo general Prayut Chan-ocha, atual primeiro-ministro e cabeça de lista do Phalang Pracharat.

As mesas de voto abriram esta manhã para as eleições no Parlamento, o qual permanecerá, contudo, condicionado pelos militares independentemente do veredito das urnas, quase cinco anos após o exército ter tomado o poder.

Cerca de 51 milhões de tailandeses, em aproximadamente 90.000 escolas em todo o país que começaram a funcionar às 08:00 (01:00 em Lisboa), foram chamados a votar nas eleições adiadas meia dúzia de vezes pela junta militar desde que assumiu o poder em maio de 2014, quando os generais justificaram o golpe como forma de acabar com a corrupção e a instabilidade política após meses de protestos de rua.

Entretanto, a convocação das eleições, que foi adiada várias vezes, aconteceu após uma reforma legal completa para restringir a margem de manobra dos governos eleitos e fortalecer a interferência militar na vida política do país.

A Comissão Eleitoral também colocou em prática novas regras que prejudicam os principais partidos, com regulamentos destinados a prejudicar as possibilidades do clã Shinawatra, cujas plataformas políticas venceram em todas as eleições desde 2001.

Thaksin Shinawatra e sua irmã Yingluck, cujos governos foram depostos pelos militares em dois golpes, vivem no exílio para evitar a justiça tailandesa e são considerados inimigos pelos adeptos da monarquia e pelo comando militar.

Para ir às urnas, os Shinawatra dividiram o apoio político entre quatro formações, algumas delas novas.

O Pheu Thai, que formou o último governo democrático, é o principal partido dessa fação, que desta vez decidiu participar dividida em quatro formações para evitar a nova regra que limita o número de lugares por partido.

As eleições serão também as primeiras após a morte do rei Bhumibol, que morreu em outubro 2016, após 70 anos de reinado.

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