Espanha

Como um jovem de 14 anos passou de assaltante a vítima

198

Foi torturado durante dois dias, mas conseguiu escapar, mesmo a tempo de evitar ser queimado vivo. Os alegados sequestradores estão em liberdade e o jovem fugiu.

Quando foi encontrado o jovem vagueava pelas ruas de La Línea de la Concepción, em Cádiz

JORGE GUERRERO/AFP/Getty Images

Um jovem marroquino tentou assaltar uma habitação, acabou sequestrado pelos donos da casa e fugiu a tempo de não ser morto, noticia o jornal El País. Quando foi encontrado pela polícia, depois de andar horas perdido pelas ruas de Cádiz (Espanha), ainda tinha as marcas do sequestro violento. O alegado sequestrador e os pais foram detidos pela polícia, mas vão aguardar julgamento em liberdade.

As feridas na cabeça, as múltiplas contusões na face, joelhos e braços, a fratura na mão direita e um corte profundo no dedo mínimo da mão esquerda, compatível com uma tentativa de corte do dedo com um alicate, foram algumas das marcas deixadas no jovem de 14 anos depois de dois dias de sequestro e tortura.

A descrição de que tinha estado em dois locais diferentes e que se tinha escapado de um local onde os sequestradores se preparavam para o queimar vivo foram confirmadas pelos investigadores que conseguiram encontrar diversas provas nos dois locais — as amarras, a fita adesiva, o bidão de gasolina e pertences do jovem marroquino.

Os pais do alegado sequestrador foram presos poucos dias depois do assalto falhado, que aconteceu no dia de Natal. O filho, de 20 anos, só foi detido em março. Os três suspeitos estão acusados de tentativa de homicídio, sequestro, agressão e roubo violento.

Este não era o primeiro assalto do jovem marroquino, que tinha fugido de um centro de acolhimento há cerca de três anos. Depois do alegado sequestro, o jovem voltou a ser colocado numa casa de acolhimento em Cádiz, mas no dia seguinte fugiu, antes mesmo da polícia ter oportunidade de voltar a falar com ele para reconstituir aqueles dois dias.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: vnovais@observador.pt
Paris

A morte das catedrais

António Pedro Barreiro

A separação forçada entre a beleza e a Fé é lesiva para ambas as partes. O incêndio em Notre-Dame recorda-nos isso. Recorda-nos que as catedrais não são montes de pedras.

Paris

A morte das catedrais

António Pedro Barreiro

A separação forçada entre a beleza e a Fé é lesiva para ambas as partes. O incêndio em Notre-Dame recorda-nos isso. Recorda-nos que as catedrais não são montes de pedras.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)