Grávidas, portadores de VIH (vírus da imunodeficiência humana), doentes com rinite alérgica ou psoríase, são alguns dos candidatos que vão ser excluídos do concurso para guardas-florestais abertos pela GNR, noticiou o Jornal de Notícias (edição em papel). As regras de seleção e triagem são iguais às de quem se candidata à GNR, mas o vencimento dos guardas-florestais terá menos 200 euros.

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas denunciou a tabela de inaptidões ao secretário de Estado da Proteção Civil e à Direção-Geral do Emprego Público que prometeram um “aclaramento das regras”. A Provedora de Justiça e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego não receberam qualquer queixa sobre estas limitações.

Em 2006, os 500 elementos do Corpo Nacional da Guarda Florestal dos Recursos Florestais, então tutelados pelo Ministério da Agricultura, foram transferidos para a GNR. Desde aí que não houve novas contratações para os guardas-florestais.

Depois dos incêndios de 2017, os relatórios técnicos destacaram a importância de guardas-florestais para a prevenção dos incêndios rurais. Embora estes contratos já fizessem parte do Orçamento de Estado de 2018, o concurso só foi aberto em 2019. Agora, registaram-se 2.591 candidaturas — em 10 dias de concurso — para as 200 vagas abertas. Mas os novos guardas ainda terão pela frente uma formação de seis e podem só estar no terreno em 2020.

Os novos guardas-florestais estão a ser recrutados pela GNR e vão atuar em conjunto com os militares do SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR), mas como vão ser considerados funcionários civis, vão receber cerca de 200 euros a menos que os militares.

Atualizado às 9h35