O número de portugueses por localizar no centro de Moçambique depois do ciclone Idai baixou para sete, disse esta terça-feira à Lusa o secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves.

Ontem eram apenas sete pessoas por contactar, não há mais nenhum registo” e admite-se que sejam portugueses que não têm meios de contacto permanente, como telemóveis, explicou.

Aquele membro do Governo encontra-se na Beira desde segunda-feira e deverá permanecer na cidade mais afetada pelo ciclone até final da semana, em contacto com a comunidade de 2.500 portugueses e acompanhando as forças operacionais ali deslocadas, compostas por 110 elementos.

As forças militares e de proteção civil estão envolvidas em diversas atividades, entre as quais a distribuição de alimentos e purificação de água no distrito de Buzi, o mais alagado.

Um hospital de campanha do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de Portugal, com equipamento e médicos, poderá vir a ser ativado para reforçar o contingente, acrescentou.

As autoridades moçambicanas já contabilizaram quase 447 mortos devido aos ventos ciclónicos de 14 e 15 de março e às cheias dos dias seguintes, mas o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, admite que o número possa ultrapassar os mil.

Há registo de cerca de 800 mil pessoas afetadas (que perderam as casas ou ficaram isoladas) com o ciclone Idai.

Ajuda de Portugal a Moçambique “não tem prazo”, diz Governo

Também esta terça-feira, o secretário de Estado da Proteção Civil disse que o apoio de Portugal destacado para o centro de Moçambique após o ciclone Idai não tem prazo e pode até ser reforçado.

Não tem prazo e enquanto as autoridades locais necessitarem do Governo português, a disponibilidade é total, inclusivamente para haver reforço”, referiu.

Aquele membro do Governo encontra-se na Beira desde segunda-feira e deverá permanecer na cidade mais afetada pelo ciclone até final da semana, em contacto com a comunidade de 2.500 portugueses e acompanhando as forças operacionais ali deslocadas, compostas por 110 elementos.

Desde segunda-feira que uma força nacional está estacionada numa localidade isolada pela água no distrito de Buzi e a gerir o transporte 1.200 quilos de alimentos, com barcos, para distribuir pela população.

Outra parte da equipa instalou sistemas de purificação de água, que permite fornecer 300 litros por hora.

“Num primeiro momento não havia resposta para tanta procura por água, mas agora já estão a conseguir fazer reserva”, referiu José Artur Neves.

“Os planos são traçados diariamente, numa reunião em que têm assento os nossos responsáveis”, descreveu.