Instituto Nacional Estatística

INE divulga valor do défice que Governo estima em torno dos 0,6%

O INE divulga esta terça-feira o défice orçamental de 2018. Em fevereiro, o ministro das Finanças disse que o défice ficaria próximo de 0,6% do PIB, revendo em baixa a última estimativa do Governo.

No Orçamento do Estado de 2018 (OE2018), o Governo tinha previsto um défice de 1,1% do PIB, estimativa depois revista para 0,7% do PIB no Programa de Estabilidade 2018-2022

MARIO CRUZ/LUSA

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga esta terça-feira o défice orçamental de 2018, que o ministro das Finanças antecipou que tenha fica próximo dos 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

A primeira Notificação do Procedimento de Défices Excessivos (PDE) de 2018, que inclui o valor do défice orçamental do conjunto do ano passado apurado em contas nacionais — a que conta para que Bruxelas avalie se as regras europeias estão a ser cumpridas — será enviada pelo INE para a Comissão Europeia.

A 6 de fevereiro passado, o ministro das Finanças, Mário Centeno, disse no parlamento que o défice orçamental de 2018 ficou próximo de 0,6% do PIB, revendo em baixa a última estimativa do Executivo.

No Orçamento do Estado de 2018 (OE2018), o Governo tinha previsto um défice de 1,1% do PIB, estimativa depois revista para 0,7% do PIB no Programa de Estabilidade 2018-2022 e confirmada na Proposta de Orçamento do Estado para 2019.

Os economistas ouvidos pela agência Lusa afinam com a estimativa mais recente do Governo, antecipando que o défice se tenha fixado em torno dos 0,6% do PIB em 2018: o professor da Universidade Católica João Borges de Assunção fala num intervalo entre 0,4 e 0,6% do PIB, enquanto o BBVA prevê um valor “em torno de 0,6%”, o Santander avança uma estimativa entre 0,5 e 0,7%, o Montepio aponta para os 0,6% e o BPI para os 0,7%.

Já a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) e o Conselho das Finanças Públicas (CFP) estão mais otimistas para o défice do ano que passou, com os peritos da UTAO a preverem que se tenha fixado nos 0,4% do PIB, enquanto o CFP mantém a previsão de 0,5% no seu relatório “Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2019-2023”, divulgado em 14 de março.

Quanto ao Banco Best, corrobora a previsão mais otimista da UTAO.

Em 2017 o défice orçamental ficou nos 3% do PIB, incluindo a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, mas teria sido de 0,9% sem esta operação.

O executivo prevê um défice de 0,2% do PIB em 2019, enquanto o CFP antevê um défice de 0,3% este ano, que pode, contudo, agravar-se em 0,4 pontos percentuais, até 0,7% do PIB, considerando a injeção de 1.149 milhões de euros no Novo Banco em 2019, dos quais 400 milhões de euros já estão previstos no Orçamento do Estado para este ano.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Paris

A morte das catedrais

António Pedro Barreiro

A separação forçada entre a beleza e a Fé é lesiva para ambas as partes. O incêndio em Notre-Dame recorda-nos isso. Recorda-nos que as catedrais não são montes de pedras.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)