Rádio Observador

Banca

Lucros do Grupo Crédito Agrícola descem 26% para 112,5 milhões de euros em 2018

Na apresentação dos resultados, em Lisboa, o presidente do grupo, Licínio Pina, justificou a descida do resultado consolidado por em 2017 ter havido uma importante venda de dívida pública.

O Crédito Agrícola fechou 2018 com 657 agências, menos 12 do que no ano anterior, tendo destacado hoje Licínio Pina que é o grupo bancário com maior rede de retalho comercial

MÁRIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Grupo bancário Crédito Agrícola teve lucros de 112,5 milhões de euros em 2018, menos 26% do que os 152,1 milhões de euros de 2017, segundo as contas do ano passado divulgadas esta terça-feira.

Na apresentação dos resultados, em Lisboa, o presidente do grupo, Licínio Pina, justificou a descida do resultado consolidado por em 2017 ter havido uma importante venda de dívida pública, que melhorou o resultado de então.

Os resultados de operações financeiras foram de 24,6 milhões de euros em 2918, abaixo dos 113,3 milhões de euros de 2017. Já o produto bancário recorrente, acrescentou o presidente do Crédito Agrícola, aumentou 37,3 milhões de euros para 486,2 milhões de euros.

O Crédito Agrícola fechou 2018 com 657 agências, menos 12 do que no ano anterior, tendo destacado hoje Licínio Pina que é o grupo bancário com maior rede de retalho comercial.

Crédito Agrícola aguarda que Governo lhe devolva 200ME do seu Fundo de Garantia

O Crédito Agrícola espera há quatro anos que o Governo lhe devolva 200 milhões de euros do seu Fundo de Garantia, na parte referente à solvabilidade das caixas, disse ainda esta terça-feira o presidente do grupo bancário, Licínio Pina.

Segundo o responsável, com a decisão de há quatro anos de passar o Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo para o Fundo de Garantia de Depósitos — que garante os depósitos de todos os bancos –, a parte do fundo do Crédito Agrícola que garante a solvabilidade das caixas tem de ser devolvida ao Crédito Agrícola, o que corresponde a 200 milhões de euros.

“Já devia ter sido o ano passado, já o ano passado diziam [as Finanças que era nesse ano]”, afirmou o presidente da Caixa Central de Crédito Agrícola, em conferência de imprensa, em Lisboa. Segundo o responsável, o Governo tem de devolver ao Crédito Agrícola a parte que garante a solvabilidade das caixas, cerca de 200 milhões de euros, passando para o Fundo de Garantia de Depósitos os 100 milhões de euros que tem o fundo do Crédito Agrícola para proteção dos depositantes.

No total, o Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo tem 300 milhões de euros, 100 milhões de euros da vertente de proteção de depósitos e 200 milhões da componente que protege a liquidez e solvabilidade das caixas.

Segundo Licínio Pina, quando foi decidida a incorporação do fundo do Crédito Agrícola no perímetro público o que houve foi “o público a absorver um bem privado” e desde então o grupo bancário não pode usar esse dinheiro nas caixas com problemas, uma vez que se “fosse utilizado seria considerado ajuda pública”. “Temos um fundo para o qual contribuímos e não podemos usar”, vincou.

Atualmente, a Caixa Central de Crédito Agrícola está a intervir em cinco caixas com problemas e, segundo Licínio Pina, perante a “necessidade de ‘revolving’ de alguma dívida” esse dinheiro podia ser útil, mas uma vez que seria ajuda pública terão de ser “encontrados outros instrumentos internos para resolver essas questões”.

A devolução de 200 milhões de euros ao Crédito Agrícola deverá ter impacto nas contas públicas, uma vez que o fundo de garantia do grupo bancário consolida nas contas públicas.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)