A ONU disse esta segunda-feira que o número de pessoas que precisam de ajuda humanitária na República Democrática do Congo (RD Congo) aumentou dramaticamente no ano passado para 13 milhões, entre as quais 7,5 milhões de crianças.

Cerca de quatro milhões de crianças sofrem de desnutrição aguda, e mais de 1,4 milhões de desnutrição aguda severa, “o que significa que estão em risco iminente de morte” disse a diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, durante uma conferência de imprensa.

O subsecretário-geral para os assuntos humanitários da ONU, Mark Lowcock, que esteve em visita à RD Congo com Henrietta Forre, sublinhou que a ONU está a pedir 1,65 mil milhões de dólares (cerca de 1,46 mil milhões de euros) em ajuda humanitária neste ano, mais do dobro do valor arrecadado no ano passado.

Mark Lowcock apontou ainda as tensões económicas, a turbulenta situação política em torno das eleições de dezembro e a epidemia de ébola como as principais razões do agravamento da situação humanitária.

Felix Tshisekedi foi declarado vencedor das eleições de 30 de dezembro, levando a RD Congo à sua primeira transferência pacífica de poder desde a independência da Bélgica, há cerca de 60 anos.

Tshisekedi sucedeu Joseph Kabila, que governou o país centro-africano durante 18 anos.

A epidemia de febre hemorrágica ébola que atinge RD Congo) desde 01 de agosto de 2018 ultrapassou os mil casos, segundo o ministério da Saúde congolês.

O último balanço da situação epidemiológica indica que desde o início da epidemia foram registados 1.009 casos, dos quais 944 confirmados e 65 prováveis. No total, registaram-se 629 óbitos (564 confirmados laboratorialmente e 65 prováveis) e 321 pessoas curaram-se.