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Israel

Conselho de Segurança da ONU discute montes Golã em reunião de urgência

O Conselho de Segurança reúne de urgência para analisar o conflito sobre os Golã, a pedido da Síria que exige a restituição do território anexado por Israel e contesta o reconhecimento pelos EUA.

JUSTIN LANE/EPA

O Conselho de Segurança da ONU reúne hoje de urgência para analisar o conflito sobre os Golã, a pedido da Síria que exige a restituição do território anexado por Israel e contesta o reconhecimento pelos EUA da soberania israelita.

Presidente em exercício do Conselho de Segurança da ONU durante o mês de março, a França propôs aos 14 parceiros transformar uma reunião que seria fechada sobre a força da ONU presente nos Golã (Fnuod) numa reunião urgente pública para responder ao apelo sírio, explicou o embaixador francês François Delattre.

Os montes Golã foram conquistados em 1967 por Israel e anexados em 1981.

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, reconheceu a soberania de Israel sobre aquele território, levantando a uma vaga de protestos em todo o mundo, depois de uma outra decisão polémica, em 2017, de considerar Jerusalém como capital de Israel.

Segundo François Delattre, não está prevista nenhuma declaração do Conselho de Segurança nesta fase.

“Preparar um documento é uma coisa, adotá-lo é outra”, sublinhou o embaixador francês, lembrando implicitamente a oposição dos Estados Unidos — país que tem direito de veto no organismo — a qualquer declaração que condene a medida determinada pelos norte-americanos.

Na terça-feira, durante a reunião mensal dedicada ao conflito israelo-palestiniano, vários membros do Conselho de Segurança contestaram a decisão dos Estados Unidos de quebrar o consenso internacional.

As resoluções da ONU atribuem à zona um estatuto de “território ocupado” ilegalmente.

Os cinco países europeus membros do Conselho de Segurança (Alemanha, França, Reino Unido, Bélgica e Polónia) lembraram, numa declaração solene, que “não reconhecem a soberania de Israel sobre os territórios ocupados desde junho de 1967, incluindo os montes Golã”.

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