Rádio Observador

Guiné-Bissau

Conselho de Segurança da ONU pede eleições presidenciais em 2019 na Guiné-Bissau

O Conselho de Segurança da ONU lembrou "a importância de uma eleição presidencial credível, livre, justa e pacífica" e dentro do "prazo legalmente estipulado". E pediu ainda um "diálogo inclusivo".

Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas felicitaram também os guineenses pela forma como decorreram as eleições legislativas de 10 de março

PAULO CUNHA/EPA

O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu à Guiné-Bissau a realização de eleições presidenciais em 2019, “dentro do prazo legalmente estipulado”, e insistiu na necessidade de ser acelerada a revisão da Constituição.

Os membros do Conselho de Segurança lembraram a importância de uma eleição presidencial credível, livre, justa e pacífica a ser organizada dentro do prazo legalmente estipulado”, pode ler-se num comunicado sobre a Guiné-Bissau divulgado na terça-feira ao final do dia.

No comunicado, o Conselho de Segurança salienta também a “necessidade de um diálogo inclusivo” e “instou as autoridades nacionais a acelerar a revisão da Constituição, em conformidade com o Acordo de Conacri, bem como com o roteiro de seis pontos da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas felicitaram também os guineenses, líderes políticos e organizações da sociedade civil pela realização das eleições legislativas a 10 de março, com destaque para a Comissão Nacional de Eleições que conduziu um “processo de contagem expedito” e “pelo anúncio oportuno dos resultados”.

No documento, emitido pela presidência francesa do Conselho de Segurança, é pedido também aos líderes dos partidos políticos guineenses para continuarem a “abster-se de incitar os seus apoiantes a qualquer ação violenta e a respeitar os resultados eleitorais”.

Segundo os resultados definitivos das eleições legislativas de 10 de março divulgados pela Comissão Nacional de Eleições, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) elegeu 47 deputados, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) 27, o Partido da Renovação Social (PRS) 21, a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) cinco, e a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, um deputado, cada um.

Os resultados das eleições, bem como o nome dos deputados eleitos, já foram publicados esta semana no Boletim Oficial (equivalente ao Diário da República).

O PAIGC, a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia assinaram na semana passada um acordo de incidência parlamentar e governativa, que lhes permite ter uma maioria de 54 deputados na Assembleia Nacional Popular. O Madem-G15 e o PRS também assinaram um acordo de incidência parlamentar. Os novos deputados tomam posse a 18 de abril.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)