Cardi B admitiu roubar e drogar homens antes de se tornar uma cantora famosa. O vídeo onde a confessava os crimes foi gravado há três anos e publicado no Instagram. Mas foi este fim-de-semana que se tornou viral quando foi divulgado no Twitter, na conta @HipHopRatche, noticia a Vox. À época dos crimes, a cantora era stripper.

Depois de o vídeo se tornar viral, Cardi B admitiu os crimes e pediu desculpa. “Eu fiz as escolhas que fiz na época porque tinha opções muito limitadas”, escreveu num post no Instagram na terça-feira. “Eu tenho um passado que não posso mudar. Todos nós temos”. No post no Instagram, a cantora realçou que conhecia pessoalmente os homens que drogou e roubou. “Eram homens com quem namorei e me envolvi, homens conscientes”, escreveu. Cardi B tenta defender-se acrescentando ainda que só roubou porque sentiu que tinha de o fazer para sobreviver.

Mas nem todos os fãs deixaram passar em branco o passado de Cardi B. Alguns usaram até a hashtag #SurvivingCardiB, comparando a cantora a Bill Cosby. O ator e comediante norte-americano que foi condenado por drogar e violar 60 mulheres. Um fã de Bill Cosby escreveu um tweet onde dizia que não desejava a ruína de pessoas famosas, mas que a cantora tinha cometido o mesmo tipo de erros que tinham arruinado o legado de um dos seus ídolos.

Quando o primeiro hit de Cardi B, Bodak Yellow, começou a ouvir-se cada vez mais, os fãs começaram a criar teorias em torno da letra da música. A cantora poderia pertencer ao gangue Blood (Sangue), já que usava expressão “bloody shoes” (sapatos sangrentos) na música. E era mesmo verdade: a cantora confirmou à revista GQ em 2018 que “quando tinha 16 anos, costumava sair com muitos Bloods”. A cantora afastou-se do gangue aos 19 anos, quando começou a trabalhar como stripper, visto que estava totalmente focada em arranjar dinheiro. Cardi B diz que não quer encorajar os jovens a juntarem-se a gangues, mas também não se quer esquecer de onde veio.