CDS-PP

Debates improváveis, Adolfo e o presidente do Lloyds Bank no encerramento das “Ted Talks” do CDS

Grupo de independentes mandatado pelo CDS organizou conferências no último ano e agora apresenta 120 propostas a Adolfo Mesquita Nunes. Sessão de encerramento é este sábado e conta com Horta Osório.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Desta vez não há um tema, ou, se quisermos, o tema é “o futuro de Portugal”. Depois de, ao longo de mais de um ano, o CDS ter organizado 20 conferências pelo país em estilo de “Ted Talks”, este sábado tem lugar a sessão de encerramento, onde os organizadores vão entregar a Assunção Cristas e Adolfo Mesquita Nunes, que se demitiu de vice-presidente do partido, mas que ainda assume a pasta de coordenador do programa eleitoral, um conjunto de 120 propostas que podem vir a ser incluídas no programa centrista para as próximas eleições. Antes, contudo, haverá uma intervenção do presidente do Lloyds Bank, Horta Osório, e três “debates improváveis” entre oradores “que pouco têm a ver uns com os outros”.

Tudo para “nos ajudarem a olhar para as perspetivas de futuro do país e para percebermos o que é que vão ser as questões determinantes para o futuro”, afirma ao Observador Raquel Abecasis, uma das organizadoras, a par de Pedro Mexia e Sebastião Lencastre, do ciclo de conferências intitulado Ouvir Portugal. A abrir a sessão de encerramento, este sábado na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, vai estar o banqueiro António Horta Osório, presidente do Lloyds Bank, que vai fazer uma intervenção sobre as perspetivas de futuro para Portugal.

Seguem-se três “debates improváveis“, com uma duração de 20 minutos cada, onde, segundo explica Raquel Abecasis, vão estar frente a frente “pessoas que não são das mesmas áreas, o que confere uma maior abrangência à discussão”. O primeiro é entre Daniel Traça (Diretor da Nova SBE) e Catarina Albuquerque (presidente da parceria das Nações Unidas “Sanitation and Water for All”), o segundo entre Manuel Antunes (cirurgião cardiotorácico) e Sebastião Bugalho (jornalista) e o terceiro entre o economista Daniel Bessa e Marta Canário, da área da inclusão e comunicação.

No final, haverá intervenções de Assunção Cristas e de Adolfo Mesquita Nunes, na qualidade de coordenador do programa eleitoral do CDS, que recentemente deixou a vice-presidência do partido depois de ter aceitado o cargo de administrador não-executivo da Galp. Caberá depois a Adolfo Mesquita Nunes, e à equipa que coordena, acolher ou não as 120 propostas que resultaram das conferências “Ouvir Portugal”.

“Corremos os temas mais variados, da saúde à educação, passando pelas profissões do futuro, a geração millenial, o turismo, a natalidade, fomos aos 18 distritos do país e às duas regiões autónomas, e tínhamos o requisito de ouvir sempre gente da sociedade civil, gente que faz coisas nas universidades, nas empresas, nunca convidando por princípio militantes do CDS”, explica Raquel Abecasis ao Observador, caracterizando o ciclo de conferências como uma espécie de “Ted Talks” por ser centrado num “tema” e não nas questões de cada distrito ou região. No total foram 106 oradores em 20 sessões, incluindo nomes como Helena Freitas, Rui Massena, Rui Moreira, Ricardo Pereira, Pedro Magalhães ou Nuno Garoupa.

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