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Venezuela

Venezuela. Atividades escolares e laborais vão continuar suspensas 24 horas devido a apagão

O governo venezuelano "decidiu suspender as atividades laborais e educativas" por 24 horas, devido ao apagão que está a deixar a Venezuela às escuras desde segunda-feira.

O governo venezuelano atribui o apagão a atos de sabotagem de opositores apoiados pelo Estados Unidos

RAYNER PENA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O governo venezuelano prolongou por 24 horas a suspensão de atividades laborais e escolares que vigora desde a última segunda-feira, dia em que um novo apagão tem deixado a Venezuela parcialmente às escuras.

No esforço intenso para recuperar o Sistema Elétrico Nacional (SEN, venezuelano), que sofreu o mais grave ataque terrorista da história da Venezuela, o governo bolivariano decidiu suspender as atividades laborais e educativas amanhã [quinta-feira]” anunciou o ministro de Comunicação e Informação venezuelano, através da sua conta no Twitter, na noite de quarta-feira.

Jorge Rodríguez conclui a mensagem sentenciando: “nós venceremos!”.

No passado dia 7 de março uma falha na barragem de El Guri (a principal do país) deixou a Venezuela às escuras durante uma semana.

No entanto um novo apagão, que começou pelas 11h00 locais (15h00 em Lisboa) de segunda-feira, em várias zonas do sudoeste de Caracas, estendeu-se a outras zonas, sendo que duas horas mais tarde a cidade ficou toda às escuras, constatou a agência Lusa.

Em comunicado, o governo venezuelano explicou que na segunda-feira o Sistema Elétrico Venezuelano (SEV) foi alvo de dois ataques terroristas, um deles um incêndio na barragem de El Guri, a principal do país.

Fontes não oficiais dão conta de que em alguns Estados o serviço elétrico foi restituído em quase 30%, mas que está intermitente e oscilando em voltagem.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes e prolongadas as falhas de fornecimento de eletricidade, chegando a afetar a totalidade do território.

O governo atribui as falhas a atos de sabotagem de opositores apoiados pelo Estados Unidos, enquanto que a oposição acusa o regime de não fazer os investimentos necessários no setor e tem denunciado, desde há vários anos, falhas na manutenção e ausência de peças de reparação.

Desde 2005 que engenheiros elétricos alertam que o país poderia registar um apagão geral devido às condições precárias do sistema.

Em maio de 2013, após um após que afetou vários Estados do país, o então ministro de Energia Elétrica da Venezuela, Jesse Chacón, anunciou que o Presidente Nicolás Maduro ordenou o desdobramento de militares nas centrais elétricas e de transmissão no país.

Entretanto, segundo a imprensa local, devido à crise política, económica e social, centenas de empregados da Corporação Elétrica Nacional da Venezuela (Corpoelec) abandonaram o país à procura de melhores condições no estrangeiro.

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