A jornalista desportiva que foi beijada por um pugilista, em direto e contra a sua vontade, decidiu processar o atleta, acusando-o também de a ter apalpado.

De acordo com a Sky News, Jennifer Ravalo, que trabalha para o canal Vegas Sport Daily, afirmou que Kubrat Pulev “não tinha o direito” de a beijar no final de uma flashinterview depois do combate em que o búlgaro venceu Bogdan Dinu por knockout. Este episódio deu-se na passada semana mas só agora é que Ravalo decidiu tomar medidas concretas em relação ao sucedido, tendo, inclusive, feito uma conferência de imprensa na passada quinta-feira onde revelou ainda que Pulev tinha-lhe agarrado o rabo e “apertado com as duas mãos”, mais tarde, na mesma noite do beijo indesejado.

Ravalo afirmou ainda que Pulev “agiu como se nada tivesse acontecido” e pediu-lhe, numa festa mais tarde nessa noite, para “retirar o beijo da entrevista.” “Não retirei e insisti que ficasse no trabalho final, quis que as pessoas pudessem ver o que ele me fez”, acrescentou ainda a jornalista.

Depois do polémico beijo de 23 de março, Pulev foi alvo de grande contestação nas redes sociais, tendo o mesmo reagido, através do Twitter, que era amigo de Ravalo e que se tinha rido do beijo, tendo a jornalista, mais tarde, mudado a sua versão.

Na conferência de imprensa que Ravalo protagonizou é apresentada uma história diferente. Segundo a mesma, só conheceu Pulev no dia antes do combate, no momento das pesagens dos lutadores. O relato completo da jornalista é o seguinte: “Comecei a entrevista e a meio da mesma ele agarrou-me a cara e beijou-me. Fiquei imediatamente chocada e envergonhada sem saber como reagir. Depois segui para uma mesa, coloquei as minhas coisas na mochila e ele apertou o meu traseiro com ambas as mãos, antes de se ir embora a rir, sem dizer nada.”

Gloria Allred foi a advogada escolhida por Ravalo para a representar que espera que ela a “ajude a impor consequências” a Pulev. “Eu não encorajei ou consenti que o Sr. Pulev agarrasse a minha cara e me beijasse ou tocasse. Eu estava no combate enquanto membro de um órgão de comunicação social. Beijar uma mulher sem o seu consentimento e tocá-la não é aceitável. O que ele me fez foi nojento, senti-me humilhada. Nenhuma mulher devia sentir isso.”