Os carros eléctricos vieram mudar o panorama actual da indústria automóvel. Têm vantagens e inconvenientes face aos veículos tradicionais, sejam eles a gasolina ou diesel, mas também trazem consigo algumas diferenças, sendo um dos benefícios mais mencionados a forma como poluem menos na zonas em que circulam, ou como ajudam a generalidade dos países (todos os europeus e não só…) a importar menos petróleo, com tudo o que isso implica em termos de custos e poluição. Mas, em caso de acidente, obrigam igualmente a uma nova abordagem por parte dos bombeiros e forças de intervenção.

Recentemente na Holanda, num concessionário da BMW, um i8 começou a fumegar sem motivo, o que é algo que pode acontecer a qualquer eléctrico, bem como a qualquer tipo de automóvel, mesmo locomovido por um motor a gasolina. O responsável pelo concessionário chamou os bombeiros e estes actuaram by de book. Sucede que a norma determina que um veículo alimentado por bateria (o problema não é o motor eléctrico, é a bateria) tenha de ser mergulhado num tanque com 11.400 litros de água.

Os bombeiros chegaram, viram e venceram. Mas à custa de uma grua que pegou no i8, novinho em folha, e o colocou, fumegante e tudo, dentro da piscina criada de propósito para resolver o princípio de incêndio. O i8 depois de mergulhado na piscina perde metade da graça e do valor, mas é a única de forma de garantir que não há reacendimentos, explosões ou qualquer outra coisa pior.

Como é óbvio, há uma explicação para tudo. As baterias modernas trabalham com excesso de níquel e quanto melhores são, mais níquel têm. Sucede que o níquel é instável, com um péssimo hábito de pegar fogo quando aquece ou quando lhe apetece. Menos mal que o i8 tem uma bateria de apenas 11,6 kWh (ainda assim mais do que os 7,1 kWh da versão antiga), pois se tivesse a capacidade de um Zoe (41 kWh) ou um Tesla (100 kWh), a conversa seria outra.