A Cupra, a nova marca da Seat, deriva do antigo departamento competição – o mesmo que desenvolveu e construiu os Leon que corriam no Campeonato do Mundo de Turismos, tanto com motores diesel como a gasolina. Agora, como marca independente, a Cupra está a desenvolver o e-Racer, o carro de competição que vai servir de base para o futuro campeonato europeu de turismos para veículos a bateria, agendado para 2020.

Como no Inverno não estão reunidas as melhores condições para continuar a testar em pista o e-Racer, a marca espanhola decidiu extremar posições e levar um carro concebido para andar em asfalto a uma pista desenhada no gelo. É claro que os pneus slicks cederam o lugar a outros de neve, repletos de pregos (420 por pneu) de dimensões generosas – a única forma de garantir um mínimo de tracção sobre o gelo duro –, enquanto a altura ao solo foi elevada em 2 cm. Mas em tudo o resto o e-Racer permaneceu o mesmo.

Os quatro motores eléctricos fornecem um total de 408 cv, ou 680 cv durante uns segundos, mas estão todos ligados ao eixo traseiro, muito bom para asfalto, especialmente quando está seco, mas uma solução menos eficaz para andar no gelo. Os 0-100 km/h são cumpridos em 3,2 segundos, os 200 km/h chegam ao fim de 8,2 segundos, para depois o Cupra atingir a velocidade máxima de 270 km/h.

Pilotado a fundo, o e-Racer consegue extrair dos 450 kg de baterias energia para corridas com uma duração de até 40 km, sendo que o modelo pesa um total de 1.575 kg. Com Jordi Gené ao volante, o e-Racer escorregou alegremente de uma curva para a outra, andando mais de lado do que para a frente, como seria de esperar de um carro com muita potência e apenas tracção atrás. Mas lá que Gené se divertiu, disso ninguém duvida, sobretudo depois de ver as imagens.