Rádio Observador

Filipinas

Jornalista filipina Maria Ressa foi libertada

A jornalista filipina Maria Ressa, distinguida pela Time, foi libertada depois de pagar caução. Foi presa na sexta-feira devido à sua cobertura do Governo de Rodrigo Duterte.

Ressa foi distinguida pela Time como uma das personalidades do ano de 2018

FRANCIS R. MALASIG/EPA

A jornalista filipina Maria Ressa, distinguida pela Time, já foi libertada, após pagar caução, depois de detida na sexta-feira, o episódio mais recente de represálias devido à sua cobertura do Governo de Rodrigo Duterte, segundo os seus advogados.

Os Estados Unidos apelaram ao Governo filipino para que libertasse a jornalista, que também tem a nacionalidade norte-americana, e deixasse o seu site na Internet trabalhar livremente.

Ressa e o seu site noticioso Rappler têm adotado uma linha crítica contra a mortífera guerra antidroga conduzida pelo Presidente Duterte, que já causou a morte a milhares de pessoas. Em consequência, este meio queixa-se de ser alvo de uma campanha de repressão prolongada da parte das autoridades.

A jornalista de 55 anos foi considerada uma das “personalidades do ano” 2018 pela revista Time, por ter “assumido grandes riscos na procura da verdade”. Nos últimos meses, Ressa e o sítio noticioso que criou foram objeto de múltiplas pressões.

Maria Ressa foi detida à sua chegada ao aeroporto de Manila, quando regressava do estrangeiro. Presente a um juiz horas depois, foi libertada depois de pagar uma caução de 90 mil pesos (1500 euros).

“A comunicação social é alvo de ataques neste país”, declarou a jornalista aos seus pares. “Não vamos ficar de braços cruzados. O Estado de Direito foi transformado em arma”, adiantou. Neste novo caso, é acusada, bem como outros seis associados do Rappler, de ter infringido a lei que interdita a estrangeiros a posse de posições na comunicação social.

“Esperamos que estas acusações sejam retiradas rapidamente, para que se respeite plenamente a liberdade de imprensa”, declarou um porta-voz da Casa Branca. Em 2015, o sítio lançou um empréstimo obrigacionista, que teve entre os compradores destes títulos a Omidyar Network, do fundador da eBay, Pierre Omidyar.

Nos termos da Constituição, o setor da comunicação social está reservado aos filipinos ou a grupos sob o seu controlo. Ressa tinha sido detida pela primeira vez em fevereiro, por difamação, e passado uma noite detida antes de ser libertada sob caução. Esta detenção suscitou uma série de condenações internacionais.

Vários meios estão sob ataque do Governo, como o jornal Daily Inquirer e a televisão ABS-CBN. Algumas das vozes mais críticas da repressão antidroga estão presas, como a senadora Leila de Lima, acusada de tráfico de estupefacientes, acusação que disse ser fabricada.

O Rappler criticou a campanha antidroga do Presidente. A polícia já estimou que, desde 2016, matou 5281 traficantes ou toxicodependentes. Os defensores dos direitos humanos consideram que o número de vítimas é pelo menos três vezes superior e que a campanha pode constituir um crime contra a humanidade.

Duterte não esconde a sua animosidade em relação ao Rappler, que acusa de ser financiado pela CIA, e proibiu em fevereiro de 2018 o acesso ao palácio presidencial a jornalistas deste meio.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)