A rapidez na recarga das baterias está na ordem do dia, com todos os condutores que aderem aos veículos eléctricos a bateria a preferir perder o mínimo tempo possível a recarregá-la. A única solução é recorrer a supercarregadores mais potentes e a automóveis cujos sistemas de refrigeração dos acumuladores lhes permitam dissipar o excesso de calor. A Tesla já tem essa possibilidade no Tesla Model 3 e vai alterar over-the-air a gestão dos Model S e Model X, para que ofereçam a mesma capacidade.

A actual geração (V2) dos superchargers da Tesla, cerca de 12.000 espalhados pelos EUA, Europa e China, tem duas saídas de corrente e consegue fornecer 125 kW, com um máximo de 120 kW por veículo (se estiverem dois ligados ao mesmo posto cada um recebe 62,5 kW) e daí o motivo que leva a que dois modelos só partilhem o supercharger se não existir outro livre.

O objectivo da marca americana é iniciar a modificação destes postos de carga rápida para a geração V3, de forma a poderem fornecer 250 kW. Contudo, este será um processo gradual, custoso e necessariamente lento, pelo que, até lá, o construtor de veículos eléctricos e o único que possui uma rede de carga própria decidiu extrair um pouco mais de energia dos actuais V2.

Em vez dos 120 kW, os supercarregadores passam a fornecer 145 kW (na prática um pouco mais) aos veículos a abastecer, o que torna a operação um pouco mais célere. Isto, para além da gestão da bateria passar a incluir um sistema de preparação para tornar o carregamento mais rápido, à mesma potência. E já começaram a surgir clientes que registaram o momento em que os seus veículos abasteciam a 147 kW, dependendo do estado de carga da bateria.