Arábia Saudita

Petrolífera estatal saudita é a empresa com mais lucros do mundo (quase o dobro da Apple)

A Aramco lucrou quase 99,08 mil milhões de euros em 2018, mais do que qualquer outra empresa do mundo. A petrolífera estatal saudita produz 10% do crude usado globalmente.

A Aramco na Global Competitiveness Forum de 2018

FAYEZ NURELDINE/AFP/Getty Images

Em 2018, a Aramco quase duplicou os resultados da segunda empresa mais lucrativa do mundo, a Apple, segundo os dados avançados pelo The New York Times. A petrolífera estatal da Arábia Saudita nunca tinha (até à data) divulgado os seus resultados líquidos, mas esta segunda-feira revelou à agência de notação financeira Moody’s um lucro de 99,08 mil milhões de euros. O The Wall Street Journal afirma que a divulgação dos valores serve como preparação para uma ronda de investimento internacional de 13,38 mil milhões de euros que a petrolífera estará a planear.

A segunda empresa mais lucrativa do mundo em 2018 foi a Apple, com 53,08 mil milhões de euros em lucros, também bastante à frente da Samsung (31,3 mil milhões de euros) e da Alphabet (que detém o Google) nos 27,63 mil milhões de euros. Os resultados da Aramco são também muito superiores ao de outras petrolíferas: a Royal Dutch Shell lucrou 21,32 mil milhões de euros em 2018, enquanto a Exxon Mobil se ficou pelos 18,55 mil milhões de euros.

A Aramco anunciou na sexta-feira, 29 de março, que iria comprar 70% da Saudi Basic Industries Corp por 61,64 mil milhões de euros. A empresa pertoquímica é detida pelo Investimento de Fundo Público da Arábia Saudita, presidida pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

O investimento surge antes da entrada em bolsa da Aramco, anunciada em 2016 e planeada para 2021. A avaliação da empresa pelo próprio governo saudita colocava-a, em 2018, como a empresa mais valiosa do mundo: a Aramco entraria em bolsa com uma avaliação de cerca 2 biliões (triliões, na designação em inglês) de euros. O valor foi considerado pouco fundamentado e excessivamente alto por especialistas e investidores.

Os fundos recebidos pelo regime da Arábia Saudita após a entrada em bolsa (apenas 5% do capital da empresa vai ser disperso em ações) seriam utilizados para financiar parcialmente investimentos futuros planeados por Mohammed bin Salman em empresas tecnológicas, incluindo a Uber, e na modernização de infraestruturas através do plano Visão 2030 — que prevê, por exemplo, a construção de Neon, uma cidade baseada em energias renováveis e servida por robôs, por 500 mil milhões de euros.

O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman continua envolto em polémica após ser implicado no assassinato de Jamal Khashoggi. O jornalista saudita foi assassinado na embaixada da Arábia Saudita na Turquia, alegadamente por ordem do governo saudita para silenciar as críticas de Khashoggi ao regime.

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