Jogos Olímpicos

Avança processo para colocar 50 km marcha femininos no programa olímpico

O advogado Paul DeMeester, apoiado por um grupo de atletas em que está Inês Henriques, anunciou um processo para que os 50 km marcha femininos estejam no programa olímpico de Tóquio 2020.

FELIPE TRUEBA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Os 50km de marcha feminina podem entrar nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, após o anúncio do advogado norte-americano Paul DeMeester de que dará entrada um processo com esse pedido, apoiado por um grupo de atletas em que está Inês Henriques.

DeMeester, que foi determinante na ação legal que levou a IAAF a incluir a prova nos Mundiais de 2017, diz que o pedido vai entrar ainda esta semana no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) em Lausana, Suíça.

Entre os nomes que respaldam o pedido de DeMeester está a portuguesa Inês Henriques, campeã europeia e mundial, a australiana Claire Woods, as equatorianas Paola Pérez, Johana Ordoñez e Magaly Bonilla e a espanhola Ainhoa Pinedo. Há também atletas masculinos, como o neozelandês Quentin Rew.

Em 2017, DeMeester acusou a IAAF de discriminação, por não prever a prova no seu programa, e a pressão foi bem sucedida, já que acabou por se realizar, em Londres2017, uma histórica prova da distância mais longa da marcha, ainda que só com sete mulheres.

A prova repetiu-se nos Europeus, mas para os Jogos Olímpicos o comité de marcha da IAAF tem considerado que havia necessidade de melhorar a qualidade da prova feminina para que seja elegível em termos de Jogos.

DeMeester defende que é discriminatório haver marcha masculina e não feminina nos Jogos e adianta por outro lado que não é essencial que se façam duas provas separadas, bastando classificações separadas no final. Sustenta, no entanto, que a discriminação de género é incompatível com os princípios olímpicos e que a prova já devia ser disputada desde 2008.

Por outro lado, assegura que tem havido progressão desportiva consistente e recorda que a diferença entre o recorde feminino e o masculino não é superior ao da maratona, em termos percentuais.

O advogado já tinha sido chamado a defender os interesses específicos da especialidade atlética, que já esteve para ser cortada para Tóquio.

Numa primeira fase, pensou-se em trocar os 50 km por uma estafeta mista – ideia afastada há dois anos. O futuro para lá de Tóquio2020 é incerto, com a IAAF a assumir uma medida de redução, em princípio, dos 50 para os 30 km, que considera mais apetecível em termos de audiências.

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