Nova Iorque

EUA. Instrumentos emblemáticos de Rock & Roll juntos numa exposição em Nova Iorque

A exposição "Play It Loud: Instruments of Rock & Roll" apresentará cerca de 130 instrumentos juntamente com cartazes e vários figurinos usados pelos mais diversos artistas deste género musical.

A exposição está patente de 8 de abril a 1 de outubro, no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, Estados Unidos

JUSTIN LANE/EPA

Os instrumentos que passaram pelas mãos de Jimi Hendrix ou Keith Richards irão fazer parte de uma exposição no Metropolitan Museum of Art (MET) de Nova Iorque, a partir de 8 de abril, até 1 de outubro.

A exposição “Play It Loud: Instruments of Rock & Roll”, coorganizada com o Rock & Roll Hall of Fame, apresentará aproximadamente 130 instrumentos juntamente com cartazes e vários figurinos usados pelos mais diversos artistas deste género musical.

Embora a exposição só abra as portas a 8 de abril, o MET comemorou o acontecimento com um evento em que, da lista de convidados, faziam parte alguns “deuses da guitarra” como Don Felder (The Eagles), Jimmy Page (Led Zeppelin), Tina Weymouth (Talking Heads) e Steve Miller.

No evento, Don Felder começou por tocar o solo da música “Hotel California” com uma Gibson de braço duplo, que será um dos instrumentos musicais da exposição, juntando-se a pianos, sintetizadores, baterias, ‘posters’ e videoclipes de cerca de 80 músicos.

Os visitantes serão recebidos pela mesma Gibson com que Chuck Berry gravou “Johnny B Goode”, a primeira peça que é possível observar nesta viagem pela história musical do século XX.

“Este é um dia que eu nunca sonhei ver na minha vida, eu que levei a minha guitarra para a escola e ela me foi confiscada”, disse Jimmy Page, cuja guitarra de braço duplo aparece juntamente com o fato bordado com um dragão, que o artista usou a tocar com os Led Zeppelin, entre 1975 e 1977.

“Acho que a guitarra me escolheu”, afirmou Page num vídeo gravado sobre a peça, um sentimento compartilhado por Keith Richards, dos The Rolling Stones, num outro vídeo, mostrando uma Gibson Les Paul que decorou com marcadores de tinta e “decididamente também com ácido”, que apareceu no filme “Sympathy for the Devil”, de Jean-Luc Godard.

Steve Miller apontou, durante o evento, como “é difícil para os músicos separarem-se dos seus instrumentos”, e afirmou que o que dá ainda mais importância a esta exposição é a “inclusão das mulheres”, como as ‘cantauroras’ Joni Mitchell, Joan Jett, Patti Smith ou Wanda Jackson, considerada a “rainha do rockabilly”.

Os instrumentos apresentados remontam a diferentes anos e épocas musicais, uma vez que uma das peças apresentadas é o piano com o qual Lady Gaga apresentou ao vivo algumas músicas do álbum “ARTPOP”, personalizado com uma caixa transparente e luzes LED.

Entre as peças mais destacadas estão uma guitarra do cantor Prince, com a qual ele protestou contra a indústria musical, uma Ibanez coberta com peças espelhadas que pertence a Paul Stanley (Kiss) e a Gibson Melody Maker, com a qual Joan Jett gravou “I love Rock’n’Roll”, cheia de adesivos com ‘slogans’ feministas.

“Play It Out Loud” inclui ainda conjuntos completos de bandas como The Beatles, Metallica e The Who, mas também instrumentos modificados ou destruídos pelos próprios como a Gibson partida por Pete Townshend (The Who) durante uma sessão fotográfica com Annie Leibovitz, preservada em resina, ou os restos da Fender que Kurt Cobain (Nirvana) destruiu durante uma atuação, em 1993.

Steve Miller anunciou durante o evento que haverá um concerto de encerramento que incluirá outros nomes presentes na exposição, como Eric Clapton, Bob Dylan, Elvis Presley, Bruce Sprinsgsteen, Eddie Van Halen, Stevie Ray Vaughan, St. Vincent e Jerry Garcia (The Grateful Dead).

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