Um responsável da federação de futebol do Montenegro desculpou-se esta terça-feira pelas manifestações racistas dos adeptos para com os jogadores da Inglaterra, em jogo da fase de apuramento para o Euro2020, embora tenha relativizado a sua gravidade.

“Não estou a dizer que isso não aconteceu. Era um punhado de idiotas e, por causa desses três ou quatro idiotas, Montenegro foi ridicularizado”, disse Momir Djurdjevac, secretário-geral da federação montenegrina.

Durante uma conferência sobre discriminação, promovida pela UEFA no Estádio de Wembley, Londres, o dirigente destacou, ainda assim, o facto de o árbitro não ter parado o jogo e de o delegado da UEFA também não ter ouvido os insultos denunciados pelos futebolistas ingleses.

Djurdjevac disse ainda que o primeiro-ministro, o ministro do Desporto e o presidente do Comité Olímpico do Montenegro também não se aperceberam das manifestações racistas, nomeadamente imitação de gritos de macaco para com Danny Rose, Callum Hudson-Odoi e Raheem Sterling, que no fim desafiou os adeptos e foi brindado com apupos e um objeto arremessado da bancada.

“Gostaria de pedir desculpas a todos aqueles que ficaram com uma impressão muito má” do Montenegro, disse o secretário-geral da federação. A conferência “Jogo igual” foi aberta pelo presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, que se revelou “envergonhado” com os incidentes que regularmente mancham os jogos de futebol.