Rádio Observador

PSD

Rui Rio: “Se o PS ganhar, a carga fiscal não desce, mas se o PSD ganhar, não sobe”

1.889

O presidente do PSD defende que tudo "fará" para que a carga fiscal possa descer. E diz que o passe único criou "portugueses de primeira, segunda e terceira".

PAULO NOVAIS/LUSA

“Se o PSD ganhar, a carga fiscal não sobe e faremos todo o esforço para descer. Só podemos descer na medida do possível. Mas, a carga fiscal, que atingiu um patamar absolutamente brutal em Portugal, com o PSD não sobe”, assegurou Rui Rio, em declarações aos jornalistas após receber a Associação dos Profissionais da Inspeção Tributária, na sede distrital do PSD/Porto.

Rui Rio comentava, desta forma, uma entrevista em que o primeiro-ministro, António Costa, “disse não estar no seu horizonte baixar a carga fiscal”.

“Existe nesta área uma diferença muito grande relativamente ao PSD”, observou o líder social-democrata, lembrando que “o ministro Vitor Gaspar [do PSD] anunciou uma vez que ia haver um brutal aumento de impostos”.

Mas, acrescentou, “em cima desse” aumento, “já o PS fez outro enorme aumento” e “nunca os portugueses pagaram tantos impostos”.

O líder social-democrata disse, contudo, ter o dever de “saudar” o primeiro-ministro por “dizer ao que vem”, quando afirma que não pretende baixar impostos na próxima legislatura, caso seja eleito.

“O que é certo é que os portugueses nunca pagaram tantos impostos”, insistiu Rui Rio, sublinhando que “a carga fiscal atingiu um patamar absolutamente brutal em Portugal”.

“Desde o tempo de D. Afonso Henriques que nunca se viu uma coisa assim”, frisou.

O líder social-democrata admitiu ainda que, “sem demagogia”, não pode assegurar que o partido consiga baixar os impostos caso ganhe as eleições, embora tudo vá fazer para isso.

Passe único criou “portugueses de primeira, segunda e terceira”

“Se há verba, acho que a medida [Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos – PART], que entrou esta segunda-feira em vigor] faz sentido, como é lógico. Só que os portugueses tem de ser tratados todos por igual. Independentemente de todo o marketing, neste momento há portugueses de primeira, segunda e terceira”, observou Rui Rio, em declarações aos jornalistas no Porto.

Para o social-democrata, “do ponto de vista territorial, a medida tem de ser ajustada para que portugueses sejam todos iguais”.

“Tem de corrigir, para tratar o Porto como Lisboa e o resto do país como o Porto e Lisboa”, afirmou.

Segundo Rio, os portugueses “de primeira” são os da Área Metropolitana de Lisboa, a quem “o Governo dá um subsídio de 26,7 euros por cada habitante para baixar o passe social”.

“Os de segunda são os do Porto, onde o passe único, o Andante, existe há mais de 12 anos e é subsidiado em 8,4 euros por habitante”, indicou.

Para Rio, “os portugueses de terceira são todos os que não estão nem em Lisboa nem no Porto” e que “recebem menos de dois euros por habitante”.

Questionado sobre uma entrevista do ministro do Ambiente, a admitir que a barragem do Fridão “não é necessária”, e sobre a eventualidade de o Estado pagar 200 milhões de euros à EDP, Rio apontou ao Governo “incoerência” no discurso.

“Esses 200 milhões já davam para alargar às CIM [Comunidades Intermunicipais] os passes sociais”, frisou.

Entrou esta segunda-feira em vigor o chamado passe único dos transportes, criado ao abrigo do PART, que pretende incentivar o uso dos transportes coletivos.

O PART estabelece que as Áreas Metropolitanas de Lisboa (AML) e do Porto (AMP) e as 21 Comunidades Intermunicipais (CIM) recebam 104 milhões de euros do Fundo Ambiental, através do Orçamento do Estado, e comparticipem o programa com um total de 2,6 milhões.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)