Aníbal Cavaco Silva

Degradação dos serviços de saúde deve-se a “opções políticas erradas” do Governo, diz Cavaco Silva

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O antigo Presidente da República defendeu ainda uma reforma urgente do sistema fiscal, considerando que "a equidade foi sendo substituída pela arbitrariedade" ao longo dos anos.

O ex-Presidente da República classificou como uma "medida profundamente errada e profundamente injusta" a descida do IVA da restauração pelo atual Governo dos 23 para os 13%

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O ex-Presidente da República Cavaco Silva responsabilizou esta quarta-feira “opões políticas erradas” do Governo e da maioria de esquerda, como a descida do IVA da restauração, pela degradação na saúde, dizendo que “só se deixa enganar quem quer ser enganado”.

Na apresentação do livro “A Reforma das Finanças Públicas em Portugal”, do porta-voz do Conselho Estratégico Nacional do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, Cavaco Silva defendeu ainda uma reforma urgente do sistema fiscal, considerando que “a equidade foi sendo substituída pela arbitrariedade” ao longo dos anos.

O ex-Presidente da República classificou como uma “medida profundamente errada e profundamente injusta” a descida do IVA da restauração pelo atual Governo dos 23 para os 13%, considerando que beneficia produtores e consumidores com rendimentos “acima da média”.

“Não posso deixar de ligar a perda de receita com a descida do IVA da restauração à acentuada degradação da qualidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O benefício concedido ao setor da restauração está a ser pago pelos utentes do SNS sob forma de degradação da qualidade dos serviços que lhes são prestados, utentes que não dispõem de rendimentos para recorrer aos privados”, defendeu.

A esta medida, o antigo governante associou também a descida das 40 para as 35 horas de trabalho semanal para os trabalhadores do setor da saúde para concluir: “É assim claro que a degradação dos serviços públicos da saúde se deve a decisões políticas erradas tomadas, provavelmente, com propósitos eleitoralistas”.

“Estas medidas de profunda injustiça, atingindo sobretudo cidadão de baixos rendimentos, foram aprovadas não só pelo PS, mas também pelo PCP e pelo BE, o que ilustra bem a hipocrisia de partidos que procuram iludir os portugueses com falsos discursos de defesa dos mais desfavorecidos”, disse. “Por estas e por muitas outras, só se deixa enganar quem quer ser enganado”, acusou.

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