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Jornalista Carlos Daniel sai de projeto da Federação Portuguesa de Futebol e regressa à RTP

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Carlos Daniel diz-se agradecido à Federação Portuguesa de Futebol pela escolha para integrar o novo projeto desportivo, mas está satisfeito por regressar à estação pública.

Carlos Daniel tinha pedido no ano passado uma licença sem vencimento para colaborar com a FPF este ano

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  • Agência Lusa
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O jornalista da RTP Carlos Daniel, que tinha pedido uma licença sem vencimento para 2019 para colaborar com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), pediu para regressar à estação pública, confirmou à Lusa fonte da empresa.

Carlos Daniel tinha pedido no ano passado uma licença sem vencimento para colaborar com a FPF, que irá lançar um canal desportivo ainda este ano. Contactada pela Lusa, fonte oficial da RTP confirmou que a empresa “recebeu o pedido do jornalista Carlos Daniel para terminar a licença sem vencimento e regressar” à estação pública. “A administração confirma o regresso do jornalista, que assim continuará a contribuir para a valorização do serviço público prestado pela RTP”, afirmou a mesma fonte, escusando-se a adiantar mais pormenores.

Ao Observador, Carlos Daniel diz-se agradecido à FPF pela escolha para ser o rosto do novo projeto desportivo e que não tem dúvidas “de que o projeto 11 vai ser um sucesso, por ser diferente da oferta existente quanto a futebol e pelas pessoas muito competentes que o lideram”. Acrescentou, no entanto, que está satisfeito por regressar ao canal público.

Estou obviamente feliz por regressar à RTP, a casa de quase toda a minha vida profissional, onde se faz um jornalismo de rigor cada vez mais necessário à sociedade e onde não duvido que voltarei a sentir-me realizado”, acrescentou o jornalista ao Observador.

A FPF e RTP tinham firmado um acordo em janeiro deste ano que visava o “desenvolvimento, a promoção e a partilha de conteúdos sobre o desporto português, nomeadamente o futebol”, mas a federação entendeu que o espírito e os objetivos do memorando não foram compreendidos. O acordo previa a partilha de direitos, meios e recursos, bem como o acesso aos arquivos de ambas as entidades, até 2022.

Entretanto, a 19 de março, a Federação Portuguesa de Futebol pôs fim ao acordo que tinha firmado com a RTP. O acordo para cedência de conteúdos era contestado desde o inicio pela Comissão de Trabalhadores da RTP, devido à situação do jornalista Carlos Daniel. O Governo chegou a questionar o Conselho de Administração da estação pública sobre o assunto. A 26 de março, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, disse, durante uma audição parlamentar, que o Governo ainda não tinha tomado posição sobre este tema. “Só depois desta análise é que iremos ter uma posição sobre se as respostas” vão ou não ao encontro da informação solicitada, acrescentou, na altura, a governante.

A 22 de março, no âmbito de um comunicado do Conselho Geral Independente (CGI), órgão que supervisiona o Conselho de Administração da RTP, tinham sido divulgadas as respostas enviadas ao Governo. A administração da RTP “refuta veementemente”, numa resposta enviada aos ministros da Cultura e das Finanças, que o memorando com a FPF desse vantagens ao novo canal privado em detrimento de outros.

A RTP referiu ainda que na celebração do memorando “esteve sempre presente a valorização do serviço público e cumprimento das missões que lhe estão cometidas”, sendo que o principal objetivo “era ter a possibilidade de aceder a conteúdos da FPF” para transmitir nos canais públicos. Previa também a cedência temporária de trabalhadores “sempre que fosse do seu interesse, mediante enquadramento legal adequado”, lê-se na resposta.

Fonte da Federação Portuguesa de Futebol referiu ao Observador que “na sequência da extinção do memorando de entendimento entre a FPF e a RTP, por iniciativa da Federação Portuguesa de Futebol, entendeu o Presidente da FPF solicitar à administração da RTP para uma reunião, que aconteceu ontem [terça-feira], na Cidade do Futebol”. Nesta reunião, acrescentou a mesma fonte, o presidente da FPF informou o Conselho de Administração da RTP “que era entendimento da FPF que a licença sem vencimento do jornalista Carlos Daniel deixaria, naturalmente, de fazer sentido, com a extinção do memorando”. 

Por esse motivo, a Federação acertou “a desvinculação com o jornalista Carlos Daniel”, agradecendo profundamente o empenho nestes meses de preparação do lançamento da plataforma 11″. “Entendemos que o sentido ético que aqui demonstrou o valoriza a ele, à Federação e à RTP, empresa para a qual agora regressa”, acrescentou a mesma fonte.

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