Rádio Observador

NATO

Portugal consagra 1,66% à Defesa até 2024, mas fica aquém dos 2% acordados na NATO

109

Portugal vai consagrar 1,66% do PIB a despesas em Defesa até 2024. Segundo dados da NATO, em 2017 Portugal destinou 2.398 milhões de euros a despesas em Defesa, o que equivale a 1,24% do seu PIB.

Para o ano em curso, António Costa disse que Portugal pretende destinar 1,41% do seu PIB

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Portugal vai consagrar 1,66% do Produto Interno Bruto (PIB) a despesas em Defesa até 2024, mas ficará aquém do objetivo de 2% acordado entre os países membros da NATO na cimeira de Gales em 2014.

O compromisso foi assumido pelo primeiro-ministro português, António Costa, em julho do ano passado aquando da inauguração da delegação de Portugal na nova sede da NATO, em Bruxelas.

Na ocasião, António Costa sublinhou que, “pela primeira vez”, o país estabeleceu “um quadro anualizado de convergência com o compromisso que foi assumido em 2014 na Cimeira de Gales” da Aliança Atlântica, de caminhar para o objetivo dos 2%.

É um quadro de evolução gradual, sustentado, e compatível com as diferentes necessidades orçamentais do país nos mais diversos domínios”, indicou o chefe do executivo português, assinalando, porém, que o investimento poderá atingir os 1,98% do PIB se o país conseguir obter os fundos comunitários a que se irá candidatar no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para o período 2021-2027, nomeadamente através do Horizonte Europa e do Fundo Europeu de Defesa.

De acordo com dados da NATO, em 2017 Portugal destinou 2.398 milhões de euros a despesas em Defesa, o que equivale a 1,24% do seu PIB, tendo em 2018 aumentado a participação para 1,35%.

Para o ano em curso, António Costa disse que Portugal pretende destinar 1,41% do seu PIB.

“Procurámos construir um quadro que, simultaneamente, procurasse reforçar as capacidades das nossas Forças Armadas para assegurar a soberania nacional, em particular dos vastos recursos marítimos a nosso cargo, e por outro lado, que pudesse constituir um instrumento de robustecimento do nosso sistema científico e também da nossa indústria nacional”, sublinhou o primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas em julho do ano passado.

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, advertiu há cerca de um mês que é desadequado medir os contributos dos países aliados para a NATO “apenas em percentagem do PIB”, defendendo que devem ser valorizados projetos de “partilha de responsabilidades”.

Falar apenas de contributos medidos em percentagem do PIB é uma abordagem redutora e desadequada à complexidade dos desafios à segurança internacional”, defendeu Cravinho numa cerimónia em Oeiras, acrescentando que “contribuir para capacitar a Aliança Atlântica, em todos os vetores de atuação”, é um exemplo de “partilha de responsabilidades.

O desenvolvimento de capacidades militares dos países europeus “é essencial”, defendeu o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, em entrevista à Lusa no início de março.

Para o almirante, “tudo o que se fizer” no âmbito do desenvolvimento de capacidades militares da União Europeia deve ter “utilidade para a NATO”, organização que “é verdadeiramente a aliança militar estruturante da defesa euro-atlântica, da qual a Europa faz parte”.

“Ainda vai levar tempo até que a União Europeia tenha uma capacidade de resposta militar como tem a NATO. A NATO tem um ator essencial que são os EUA, com um potencial diferenciador, com o que investem em investigação e desenvolvimento, a edificação das capacidades, é incomparável com qualquer outro país do mundo e portanto a NATO é que é verdadeiramente a aliança militar estruturante da defesa euro-atlântica, da qual a Europa faz parte”, disse.

Portugal tinha no início do mês passado 215 militares empenhados na missão da NATO no Afeganistão, na proteção do aeroporto de Cabul, em funções de quartel-general, de apoio e de operações especiais.

Na República Centro-Africana, estão empenhados 193 militares na missão das Nações Unidas, 179 dos quais constituem-se como força de reação imediata, sediados em Bangui, mais 14 no quartel-general, cujo segundo comandante é o general português Marcos Serronha.

Na missão de formação e aconselhamento da União Europeia neste país, comandada por Portugal até ao próximo mês de julho, estão 63 militares, segundo dados do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

No Iraque, no âmbito da coligação internacional de combate ao Daesh [acrónimo árabe que designa o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico], “Inherent Resolve”, estão 52 militares portugueses que dão formação e treino às forças iraquianas.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)