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Donald Trump

E se Trump fechar a fronteira com o México? Os EUA ficam sem abacates em 3 semanas

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Trump disse que fecharia a fronteira se os mexicanos não travassem os imigrantes que chegam aos EUA. O México fornece 40% dos produtos importados pelos EUA. A importação triplicou desde 1999.

Os EUA importam 100% dos abacates ao México.

AFP/Getty Images

Especular sobre o que aconteceria se Donald Trump fechasse a fronteira dos Estados Unidos com o México tem sido comum, especialmente desde que o presidente norte-americano fez essa promessa, ainda antes de ser eleito. É difícil pensar em todas as consequências do cenário, mas uma coisa é certa: se isso acontecesse, os americanos ficariam sem abacates em 3 semanas, noticia o The Guardian.

Esta semana, Trump voltou a ameaçar fechar a fronteira, caso os mexicanos não travassem os imigrantes que chegam aos Estados Unidos. E por fechar a fronteira (a um nível superior ao controlo que já existe) entenda-se impedir qualquer fluxo de bens ou pessoas entre os dois países. Mas fechar totalmente a fronteira não só travaria a imigração ilegal como também milhares de travessias legais de pessoas, para além dos fluxos comerciais, que representam, só em importação de alimentos, cerca 137 mil milhões de dólares (122 mil milhões de euros).

No que toca às trocas comerciais entre o México e os Estados Unidos, os produtos mexicanos representam uma boa parte daquilo que vai parar às prateleiras das mercearias americanas. Dos abacates às limas e à tequila, entre outros produtos vegetais e alcoólicos, a importação de produtos vindos do México triplicou desde 1999. Aliás, 40% das frutas importadas para os Estados Unidos proveem, precisamente, do vizinho México. Exemplo disso são os abacates, que acabariam em três semanas se a promessa de fechar a fronteira se cumprisse.

Steve Bernard, diretor executivo da Mission Produce, o maior distribuidor e produtor de abacates do mundo disse: “Não podemos escolher um época pior do ano, porque o México fornece praticamente 100% dos abacates nos Estados Unidos. A Califórnia está apenas a começar e tem uma produção muito pequena, e não são muito relevantes agora, nem vão ser daqui a mais de um mês. Também Monica Ganley, diretora da Quaterra, um consultoria especializada em assuntos agrícolas e comércio latino-americano, considera que fechar a fronteira afetaria, sem dúvida, os consumidores americanos.

Os efeitos negativos seriam notórios dos dois lados da fronteira, tanto para o lado de quem compra como para o lado de quem vende. O México é o maior importador de combustíveis norte-americanos, sendo que alguns são usados para comboios. Mas não é certo que o fecho de fronteira pudesse afetar diretamente o sistema de linhas férreas mexicano.

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