Festivais de Música

EDP Cool Jazz ganha mais um dia: e solidário

É durante o mês de Julho que decorre mais uma edição do EDP Cool Jazz, que traz gente como The Roots, Tom Jones, Kraftwerk, entre outros. Além disso passa a ter oito e não as sete noites habituais.

Os Black Mamba tocam na noite extra do festival, em conjunto com Churky

MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Autor
  • Miguel Branco

A 16ª edição do Festival EDP Cool Jazz foi esta manhã apresentada na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, junto ao Parque Marechal Carmona e ao Hipódromo Manuel Possolo, os dois locais onde decorre a maior parte da sua programação. Estão já confirmados The Roots e HMB (dia 9 de Julho), Jessie J e Best Youth (dia 10 de Julho), Snarky Puppy e Jacob Collier (dia 16 de Julho), Jamie Cullum (dia 20 de Julho), Diana Krall (dia 24 de Julho), Tom Jones e Os Quatro e Meia (dia 25 de Julho) e Kraftwerk 3D (dia 31 de Julho).

“É um festival único pelo seu formato, por se prolongar durante o mês de julho, depois, é também este mix de artistas tão distintos que faz a diferença”, diz Karla Campos, promotora do evento e CEO da Live Experiences antes de anunciar a grande novidade deste ano. A 27 de Julho, The Black Mamba e Churky darão um concerto solidário, com bilhetes a 5€, cujas receitas serão doadas à instituição solidária Cercica de Cascais.

A grande novidade talvez seja este concerto solidário que também tem o ADN do festival, com The Black Mamba e Churky, mais uma noite que o festival tem, a somar às sete que já costuma ter, portanto agora serão oito”, confessa-nos Karla Campos já à margem da conferência de imprensa.

Também foi salientada a preocupação ambiental do EDP Cool Jazz, que em 2018 gerou 398 toneladas de CO2, que viriam depois a ser compensadas pela EDP. Carlos Carreiras, Presidente da Câmara de Cascais muito reforçou a importância desta questão da sustentabilidade para o executivo cascalense não só para este festival mas como todas as outras atividades culturais que geram este tipo de poluição.

As Cascais Lazy Sundays também já têm os nomes que em todos os domingos de julho darão música a quem se quiser juntar aos jardins da Casa das Histórias Paula Rego. Dia 7 é a vez de Rui Miguel Abreu, a 14 toca Isilda Sanches, a 21 Best Boy Grip e a Girl Blunt a 28. “É mais um passo no sentido do festival ser transversal. Aquela coisa de ao domingo podermos vir aqui deitarmo-nos na relva sem preocupações”, explica Karla antes de acrescentar:

É um festival que foi pensado em 2003, lançado em 2004, vamos para a 16ª edição. É a minha vida profissional e pessoal dedicada 100% a isto, adoro música, passo o dia a pensar qual é o artista que vou trazer e que vou juntar ao cartaz. É uma forma de programar diferente, ele espalha-se ao longo do mês de Julho por várias zonas da cidade de Cascais e a proposta é precisamente essa: encher Cascais com música durante trinta dias”.

Karla Campos garanta também que o cartaz está fechado em termos de headliners. E diz-nos que o segredo para ter diversidade de artistas e oferta de qualidade é cimentar boas relações humanas: “Ao longo destes anos vamos contactando os artistas e os seus agentes e as relações vão-se estabelecendo, o que significa que não seja fácil conciliar as agendas dos dois lados. Mas há uma relação humana forte dos artistas que gostam de vir, prova disse é o Jamie Cullum, que está cá pela quinta ou sexta vez. E o público português liga-se a estes artistas, fica a adorá-los, e o Jamie até vai ter um disco novo antes do concerto, mas mesmo que não tenha é um one man show que vale sempre a pena”.

Fala ainda da vinda dos The Roots, banda de Black Thought e de Questlove – e residente do programa The Tonight Show with Jimmy Fallon – que já não pisa solo nacional desde o Sudoeste de 2012 (antes disso havia estado em Paredes de Coura em 2005).

Os Roots foram, sem dúvida, os mais difíceis de conseguir, porque estão presos ao Fallon. Todos os anos insisto e insisto e lá conseguimos. Adoro a música deles, este hip-hop/r&b que hoje se ouve muito vem da onda dos Roots, dos Slum Village, do John Legend. Esta onda que está a ser apropriada pelas camadas mais jovens vem lá de trás e para mim faz todo o sentido estar no EDP Cool Jazz”.

Isto tudo sem esquecer o lendário Tom Jones e os sempre atuais Kraftwerk, que vêm ao EDP Cool Jazz apresentar um concerto em 3D, totalmente tecnológico. Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais e diferem de dia para dia, num intervalo que vai dos 30€ aos 140€.

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