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Cão

Estudo diz que cães podem prever quando os donos estão prestes a ter um ataque de epilepsia

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Um estudo publicado no Scientific Report diz que os cães conseguem detetar ataques epiléticos através do cheiro. No futuro, pode haver a possibilidade de treinar cães para avisarem os donos.

As descobertas trazem também a hipótese de haver um maior controlo e independência por parte das pessoas, já que podem tomar medidas para prevenir a convulsão

MANUEL ARAÚJO/LUSA

Autor
  • Catarina Jorge

Um estudo publicado no jornal Scientific Reports diz que os cães conseguem cheirar quando os seus donos estão a ter crises epiléticas. Esta conclusão aumenta a possibilidade de treinar os cães, de modo a que consigam avisar os donos quando uma convulsão está prestes a acontecer.

Isto traz também a hipótese de haver um maior controlo e independência por parte das pessoas, tendo em conta que podem tomar medidas para prevenir a convulsão, pedindo ajuda ou tomando medicamentos.

Amélie Catala, da Universidade de Rennes, na França, uma das autoras do estudo, afirmou que “existem casos de pessoas que dizem que os cães os conseguem avisar antes de terem uma convulsão, mas não há evidências fortes na literatura cientifica”. Frisou também que ainda não é claro se os cães se apercebem dos casos através de pistas visuais, mudanças no comportamento ou no cheiro, e se essas pistas são as mesmas conforme as pessoas.

Uma porta-voz da associação Epilepsy Action afirmou que já existem pessoas que confiam nos seus animais para prever crises epiléticas. “Ainda não sabemos se o fazem através do cheiro ou outro sentido”, disse. “Por isso este estudo é interessante, e pode ser o próximo passo para percebermos como é que os cães podem ajudar pessoas que têm crises de epilepsia”.

No último estudo que foi feito e publicado no Scientific Reports, foi testado se cães treinados conseguem distinguir o odor do corpo e a respiração em pacientes com epilepsia tendo em conta duas situações: quando estão em condições normais e depois de uma sessão de exercício. A habilidade dos animais para detetar casos positivos variou entre 67% e 100%, e a variação nos casos negativos — não epiléticos — variou entre 95% e 100%.

Rita Howson, diretora executiva da Support Dogs, uma associação que treina cães para ajudar pessoas com autismo, epilepsia, e outras condições, disse: “Os cães são bons observadores de humanos. Sabem o que vai acontecer quando pegamos na trela. O comportamento deles também pode mudar quando apanham pistas mais subtis — talvez até um cheiro ou uma mudança no comportamento quando o dono está prestes a ter uma convulsão”.

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