Catalunha

Parlamento catalão exige moção de confiança ou eleições antecipadas a Torra

Quim Torra perdeu o apoio do parlamento catalão. A moção dos socialistas exige eleições antecipadas ou uma moção de confiança e só passou porque os independentistas de extrema-esquerda se abstiveram.

Quim Torra rejeitou aceitar o desafio para uma convocatória de eleições antecipadas,

AFP/Getty Images

A menos de um mês das eleições gerais espanholas, o parlamento regional da Catalunha exigiu esta quinta-feira a Quim Torra que convoque uma ida às urnas antecipadas ou se submeta à votação de um moção de confiança.

Este é o resultado de uma moção levada ao parlamento regional pelo Partido Socialista da Catalunha (PSC, afiliado ao PSOE) e que recebeu os votos favoráveis do Ciudadanos, do Catalunha em Comum Podemos (ligado ao Podemos) e do Partido Popular.

Porém, esta votação só teve este resultado depois de a Candidatura de União Popular (CUP), partido independentista de extrema-esquerda que até agora tem apoiado no parlamento diferentes iniciativas do executivo de Quim Torra, ter faltado propositadamente à votação.

Desta forma, os votos a favor da moção foram 62 e os votos contra foram 61, que é a soma dos deputados dos independentistas do Juntos Pela Catalunha (JPC, de Quim Torra e também de Carles Puigdemont) e da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC). A conta de 61 deputados independentistas poderia contar ainda com outros cinco parlamentares eleitos mas que nunca tomaram posse, por permanecerem fora do país (como é o caso do ex-presidente do governo regional Carles Puigdemont) ou presos (como acontece com os ex-governantes Oriol Junqueras, Jordi Sànchez, Jordi Turull, Joaquim Forn e Josep Rull).

Esta moção não tem um caráter vinculativo e, por isso mesmo, cabe a Quim Torra aceitar ou não a exigência nela expressa pelo conjunto dos partidos que englobam as diferentes sensibilidades unionistas da Catalunha.

Para já, Quim Torra garante que não vai cumprir aquilo que a moção lhe propõe, remetendo a sua posição para a explicação de que o resultado da votação teria sido outro se as bancadas independentistas estivessem compostas a 100%, anulando assim as baixas de, entre outros, Carles Puigdemont e Oriol Junqueras.

“A maioria parlamentar escolhida no 21 de dezembro de 2017 recusa a moção dos socialistas. Ciudadanos, PSC, Comuns, PP e o voto de qualidade de Llarena [juiz do Supremo Tribunal de Justiça, que julga os ex-governantes catalães no caso do referendo de 1 de outubro de 2017] somam forças para exigir que se convoquem eleições. Continuamos a governar com toda a ambição republicana intacta”, reagiu Quim Torra no Twitter.

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