A Comissão Europeia adotou esta sexta-feira planos de contingência para a pesca no caso de um ‘Brexit’ sem acordo, prevendo que se mantenha, até final do ano, o acesso dos navios da União Europeia (UE) a águas britânicas e vice-versa.

Em conferência de imprensa, o comissário europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas, Karmenu Vela, salientou que as medidas de contingência formalmente adotadas vigoram apenas até final. “Procuramos chegar a um acordo de longa duração com o Reino Unido, mas é preciso uma solução imediata”, salientou.

Os planos de contingência visam que os navios pesqueiros do Reino Unido mantenham o acesso às águas da UE, desde que Londres conceda reciprocidade aos pescadores do bloco europeu que operam nas águas britânicas, “por um período de tempo limitado, após a data da saída”.

A posição da UE sustenta-se no facto de as oportunidades de pesca e as respetivas quotas nacionais para este ano terem sido negociadas ainda com o Reino Unido.

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Bruxelas prevê ainda uma compensação para os pescadores da UE, caso as suas atividades em águas do Reino Unido sejam temporariamente interrompidas pelo encerramento das mesmas.

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Portugal tem interesse em manter, quando se negociar um acordo de pescas pós-‘Brexit’ com Londres, a situação que permite à Noruega pescar em águas britânicas em troca de acesso às suas.

A primeira-ministra britânica formalizou esta sexta-feira um segundo pedido de prorrogação da data de saída do Reino Unido da UE até dia 30 de junho, indicando estar a preparar-se para realizar eleições europeias em maio.

Brexit. Theresa May pediu um alargamento do prazo até 30 de junho. Donald Tusk está disposto a conceder um ano