A bolsa nova-iorquina encerrou esta sexta-feira em alta no nível mais elevado do ano, graças a um relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano, que revelou forte criação de emprego e fraca inflação salarial, mistura ideal para os investidores.

Os resultados definitivos indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 0,15%, para os 26.424,90 pontos. Mais fortes foram as progressões do tecnológico Nasdaq, que valorizou 0,59%, para as 7.938,69 unidades, e do alargado S&P500, que avançou 0,46%, para as 2.892,74 unidades. No conjunto da semana, o Dow Jones ganhou 1,9%, o Nasdaq progrediu 2,7% e S&P500 fechou a sua sétima semana consecutiva de ganhos com mais 2,1%.

“O relatório mensal sobre o emprego não podia ser mais perfeito para o mercado de ações”, observou Karl Haeling, da LBBW. O salto na criação de emprego em março nos EUA, depois de um mau resultado em fevereiro, “reflete uma economia com boa saúde”, realçou.

Ao mesmo tempo, a diminuição do ritmo de crescimento dos salários, para uma taxa anualizada de 3,2%, “pode fazer recear a alguns uma pequena redução das despesas de consumo, mas permite sobretudo que a inflação não aumente demasiado depressa”, acrescentou Karl Haeling. “As taxas de juro não devem, em princípio, subir imediatamente”, concluiu.

Outra fonte de otimismo para os investidores veio do aparente avanço nas negociações comerciais sino-norte-americanas. Donald Trump divulgou esta sexta-feira a existência de progressos nas negociações, que devem acabar com a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, qualificando-as como “um grande sucesso”.

Contudo, recusou-se a prever o resultado ou a dar detalhes sobre os pontos discutidos. Os investidores em Wall Street vão agora começar a dar atenção ao início da época dos resultados do primeiro trimestre.

“Os analistas esperam, em média, uma descida dos resultados em relação aos de há um ano, mas também antecipam um aumento do volume de negócios”, comentou Jack Ablin, da Cresset Wealth Advisors.

“Isto significa que sem dúvida que (o recuo aguardado dos lucros) resulta sobretudo de um fenómeno temporário ligado ao ajustamento das empresas à reforma fiscal (iniciada no princípio de 2018), aos salários ou às taxas de juro”, acrescentou.