A festa da Taça não se faz só em Portugal. Ainda que esta temporada o Jamor vá assistir a uma final entre dois dos “grandes” do futebol português, a verdade é que a Taça de Portugal leva muitas equipas teoricamente mais modestas até fases bem avançadas da competição. Basta olhar para o ano passado: o Caldas chegou às meias-finais e o Desp. Aves acabou por bater o Sporting na final e levar o troféu. Esse fenómeno, porém, extrapola fronteiras e faz com que a festa da Taça possa ser inglesa, espanhola, italiana ou francesa.

Em Inglaterra, à semelhança do que aconteceu na temporada passada em Portugal, chegaram às meias-finais da Taça várias equipas que, em teoria, deveriam ter caído ao longo do caminho: o Brighton, que ainda luta pela manutenção na Premier League, o Wolverhampton, que apenas na época passada jogava no segundo escalão do futebol inglês, e o Watford. Sobra então o Manchester City, que este sábado jogava com o Brighton em Wembley e era o grande favorito para chegar à final da Taça de Inglaterra.

Face à ausência de Agüero, devido a lesão, Gabriel Jesus assumia a dianteira dos citizens, apoiado por Bernardo Silva na direita e Sterling na esquerda. O avançado mostrou serviço logo aos quatro minutos, quando De Bruyne puxou um cruzamento que parecia uma jogada de PlayStation e deixou a bola perfeitinha para o brasileiro mergulhar e inaugurar o marcador. O City entrava em Wembley com força e sem pezinhos de lã, com a afirmação clara de que o objetivo era chegar à final e não ter de sofrer muito até lá.

O conjunto orientado por Pep Guardiola foi para o intervalo com a certeza da margem mínima e sem se ter esforçado muito para a aumentar, com Bernardo Silva a realizar uma exibição algo discreta e abaixo dos níveis normais. O golo de Gabriel Jesus, porém, deixava o Manchester City descansado e com um pé na final de Wembley. A segunda parte pouco ou nada de novo trouxe, à exceção de um lance de perigo do Brighton (53′) e de uma jogada de Sterling que podia ter dado o segundo golo do City (63′), mas a verdade é que Guardiola geriu a segunda metade da meia-final já a pensar no jogo da próxima terça-feira, com o Tottenham, a contar para os quartos de final da Liga dos Campeões.

O Manchester City está na final da Taça de Inglaterra, confirmou o favoritismo — seguiu em frente em 11 das 13 meias-finais da Taça que já disputou — e fica agora à espera de saber quem será o oponente no jogo derradeiro em Wembley: se o Wolverhampton de Nuno Espírito Santo e restante comitiva portuguesa, se o Watford. As duas equipas decidem a segunda meia-final este domingo, a partir das 16h30.