Cinco sondagens realizadas na reta final da campanha eleitoral para as presidenciais de 17 de abril mostram que o Presidente Joko Widodo lidera com uma vantagem que chega aos 20 pontos à frente do seu rival, Prabowo Subianto. As sondagens, realizadas nos últimos dois dias, sugerem que Widodo tem vindo a consolidar a vantagem, apesar de pelo menos duas mostrarem que Prabowo Subianto recuperou algum apoio.

Os mais de 192 milhões de eleitores indonésios votam no dia 17 de abril para eleger diretamente o Presidente e vice-Presidente e ainda os 711 membros das duas câmaras da Assembleia Consultiva Popular (MPR), 575 no Conselho Representativo Popular (DPR) e 136 no Conselho Representativo Regional (DPD).

Em jogo estarão ainda mais de 19.500 lugares em mais de 2.000 distritos eleitorais legislativos ao nível regional, municipal e local e nestes escrutínios participam 16 partidos, entre eles quatro estreantes.

As sondagens dão a Joko Widodo um nível de apoio de entre 51,5 e quase 57% dos eleitores, enquanto o apoio a Prabowo varia entre 33 e 36%, uma margem que observadores ouvidos pela Lusa admitem dificilmente será recuperada. Widodo, 57 anos, escolheu para seu ‘número dois’ Ma’ruf Amin — um intelectual e político islâmico, líder da Majelis Ulama Indonesia, a principal estrutura clerical muçulmana do país, criada na Nova Ordem de Suharto.

A dupla liderada pelo atual chefe de Estado tem o apoio de nove partidos, entre eles o PDI-P da ex-Presidente Megawati Sukarnoputri, o Golkar (partido de Suharto) e o PKB, do ex-Presidente Wahid: entre si representam atualmente 60% dos lugares no atual parlamento e 62% dos votos nas últimas eleições.

Prabowo, por seu lado, tem como número dois Sandiaga Uno, atual vice-governador de Jacarta que, antes de entrar no mundo político, era um empresário de destacado perfil, com a dupla apoiada por vários partidos de menor dimensão que, entre si, representam 40% dos lugares do parlamento e 36% dos votos das eleições de 2014.

Esta é a terceira tentativa de Prabowo chegar ao Palácio Presidencial, ele que foi número dois na campanha de 2009 e rival de Jokowi em 2014, tendo na altura conseguido 46,85% dos votos contra os 53,15% obtidos pelo atual Presidente.