Esta sexta-feira, dois dias depois de o Benfica perder em Alvalade para a Taça de Portugal, Haris Seferovic surgia nos principais meios de comunicação social portugueses mas não pelos motivos habituais: golos, assistências, resultados ou, no geral, futebol. O avançado suíço foi notícia porque casou com a namorada numa cerimónia em Cascais, dois dias depois de perder em Alvalade e dois dias antes de bisar e ganhar em Santa Maria da Feira.

A brincadeira óbvia — e que terá assustado os benfiquistas mais desatentos — foi dizer que Seferovic havia mudado de equipa: mas apenas da dos solteiros para a dos casados. A representar a mesma equipa dentro de campo, o suíço bisou este domingo em Santa Maria da Feira, marcou os últimos dois golos da goleada imposta ao Feirense e chegou aos 22 para todas as competições desde o início da temporada.

O avançado, que bisou pela quarta vez em 2018/19, já tem tantos golos na Primeira Liga como toda a equipa do Feirense (17) e continua a ser fulcral no xadrez vermelho e branco montado por Bruno Lage. O treinador encarnado, que surpreendeu ao oferecer a Taarabt a primeira titularidade ao serviço do Benfica — rendeu Rafa, que estava castigado — garantiu a 12.ª vitória nas últimas 13 jornadas do Campeonato e venceu a primeira das “sete finais” de que tinha falado na antevisão.

“Estamos a jogar num campo difícil, com uma grande equipa e, independentemente da posição que ocupa na tabela, o Feirense é uma belíssima equipa, tem bons valores e um treinador de grande nível. A entrada foi um pouco dividida e sofremos um golo numa situação em que o Feirense é forte, à entrada do seu meio campo ofensivo, com fortes cruzamentos, fruto de uma desatenção nossa. Entrada deles é muito boa e a nossa é exibição foi a crescer a partir desse momento. Chegámos ao intervalo a liderar e depois tivemos uma entrada de campeão. A partir daí foi controlar o jogo e, com naturalidade, acabámos por marcar mais um golo. A vitória é justa, num campo difícil e num bom jogo”, explicou Bruno Lage, acrescentando ainda que o segredo para a reviravolta esteve em “ter paciência na circulação, não entrar em ansiedade”. “Chegámos aqui a dizer que era jogo a jogo e a partir de agora é final a final”, sentenciou o técnico encarnado.