Jaguar

Do velho fazer novo. Jaguar derrete I-Pace antigos

Para a Jaguar nada se perde, tudo se transforma. E o melhor exemplo é dado pelo I-Pace, cujas primeiras unidades vão ser desmanteladas e derretidas, para recuperar os materiais valiosos que contêm.

Muitos automóveis velhos morrem nos sucateiros, em pilhas de carros prensados e abandonados. Mas há alguns que são desmantelados e os seus materiais recuperados. Pelo menos, os mais valiosos.

É exactamente este o destino que a Jaguar vai dar a alguns dos seus I-Pace, o seu primeiro veículo eléctrico, introduzido no mercado em 2018. Como novo que é, é óbvio que as unidades a abater não serão os I-Pace normais vendidos aos clientes, pois esses têm (poucos) meses de vida. As unidades a abater são os protótipos iniciais, que a Jaguar produziu para afinar o conceito e realizar uma série de experiências, até atingir a versão definitiva do modelo que está à venda.

Depois de retiradas as baterias de 90 kWh de capacidade que montam, que tanto podem continuar a ser utilizadas, como recicladas, os I-Pace são desmontados e o alumínio, o metal leve a que recorrem para poupar no peso e, por tabela, no consumo e emissões, reaproveitado. Este processamento de alumínio não é uma arte nova, acreditando os especialistas que mais de 75% do alumínio produzido ainda hoje continua a circular por aí, em novos veículos. A vantagem do reaproveitamento deste metal reside na economia, para a marca, beneficiando simultaneamente o ambiente, pois consome-se muito menos energia e emite-se muito menos CO2, ao reaproveitar alumínio antigo em vez de produzir novo.

Esta recuperação de metal já utilizado na construção de veículos está integrada no programa Reality, que visa conceber um circuito fechado do alumínio. Segundo a Jaguar Land Rover (JLR), este programa já assegurou um ganho de 46% do CO2 emitido por cada veículo fabricado. Apesar da JLR consumir apenas 180.000 toneladas de alumínio anualmente nos seus veículos, uma pequena gota de água nos 80 milhões de toneladas fabricadas, isso não impede as marcas do grupo britânico de continuar a reduzir a quantidade de alumínio virgem utilizado.

Depois de recuperado o alumínio, parte é enviado para os cientistas da Universidade de Brunel (Londres), onde o metal é testado para garantir que continua a manter intactas as suas propriedades e resistência.

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