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BCP vai repor este ano pelo menos 25% dos cortes salariais feitos de 2014 a 2017, dizem sindicatos

A reposição está prevista para 2019 e em numerário. O presidente executivo do BCP, Miguel Maya, disse que "a comissão executiva assumiu o compromisso com trabalhadores e vai cumprir".

Anúncio foi feito pelo Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas e Sindicato dos Bancários do Centro

LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O BCP vai repor este ano pelo menos 25% do valor dos salários cortados entre 2014 e 2017, divulgaram esta terça-feira o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) e o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC).

“Debatendo a compensação do ajuste salarial, resultou que o Banco reporá um mínimo de 25% do valor já em 2019, e em numerário”, pode ler-se no comunicado conjunto dos sindicatos. O comunicado adianta que as duas direções sindicais e a administração do BCP estiveram reunidas na sexta-feira, “no âmbito do processo negocial recentemente iniciado”.

Em 21 de fevereiro, durante a apresentação dos resultados de 2018 do banco, o presidente executivo do BCP, Miguel Maya, disse que seria feita este ano uma proposta para começar a devolver aos trabalhadores o dinheiro retido em cortes salariais, mas recusou adiantar montantes.

Questionado então sobre a promessa de devolver aos funcionários o dinheiro retido em cortes salariais, Miguel Maya disse que “a comissão executiva assumiu o compromisso com trabalhadores e vai cumprir”.

Entre meados de 2014 e meados de 2017, os trabalhadores do BCP com remunerações acima de 1.000 euros brutos mensais tiveram os salários cortados (entre 3% e 11%), no âmbito do plano de reestruturação acordado com Bruxelas que se seguiu à ajuda estatal (de 3.000 milhões de euros) e que implicou também o fecho de balcões e a saída de milhares de trabalhadores em programas de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo.

O fim dos cortes salariais acabou em julho de 2017, tendo então o banco dito que permitiram salvar 400 postos de trabalho. Então, a administração executiva do banco prometeu que, quando a instituição financeira regressasse a lucros atribuíveis aos acionistas, iria propor em assembleia-geral a reposição do valor cortado. Em julho do ano passado, Miguel Maya estimou o valor cortado em salários entre 30 e 40 milhões de euros.

Também em cima da mesa na reunião com os sindicatos, na sexta-feira, esteve a questão da revisão das tabelas salariais, em que “o SBC e o SBSI apresentaram ao BCP uma proposta de aumentos salariais, à qual o banco fez uma contraproposta e que irá ser devidamente avaliada e discutida em próxima reunião”, de acordo com o comunicado conjunto das estruturas sindicais.

“Tratando-se de um tema que perdura já há nove anos, o SBC e o SBSI reafirmam a sua vontade e determinação para que os trabalhadores no ativo e reformados do BCP vejam a sua tabela salarial atualizada”, reivindicam os sindicatos.

Em 21 de fevereiro, Miguel Maya tinha dito que já tinha convocado os sindicatos para começar a “trabalhar no acordo de empresa” com vista a fazer alterações à tabela salarial.

Sem avançar montantes de poupança previstos, o presidente executivo afirmou então que “os interesses da comissão executiva do BCP estão muito alinhados com os dos trabalhadores, valorizar o banco e criar prosperidade”.

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