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Como derrotar alemães quatro anos depois, por Bruno Lage (e o recado do treinador)

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O Benfica não ganhava a uma equipa alemã há dois anos e quatro jogos e não perde na Luz desde novembro. "Por muito que queiram dizer que não, este resultado serve na perfeição", garantiu Bruno Lage.

O treinador encarnado colocou o Benfica a marcar quatro ou mais golos em 36% dos jogos

Getty Images

É impossível falar da receção do Benfica ao Eintracht Frankfurt sem mencionar João Félix. É impossível, seja para analisar, comentar, recordar ou sublinhar, não mencionar a exibição de João Félix. João Félix foi o Benfica nesta primeira mão dos quartos de final da Liga Europa e arrancou quase sozinho uma vitória valiosa frente a um adversário complicado. Ainda assim, há mais para contar.

Com esta vitória, o Benfica leva já 21 jogos consecutivos na Luz para a Liga Europa sem perder: os encarnados não são derrotados em casa para a segunda competição europeia há 11 anos, desde que perderam com os ucranianos do Metalist pela vantagem mínima. Além disso, a equipa de Bruno Lage somou mais um encontro a uma série de 16 jogos seguidos sem perder na Luz — a última derrota foi com o Moreirense, em novembro, ainda com Rui Vitória ao leme dos encarnados — e já atingiu o melhor registo desde 2016/17, ano em que se sagrou tetracampeão nacional.

A goleada imposta ao Eintracht, apesar dos dois golos sofridos, acrescenta dados a uma percentagem impressionante que Bruno Lage tem vindo a assinar desde que substituiu Vitória nos primeiros dias do ano. Desde que Lage é o treinador principal do Benfica, os encarnados marcaram quatro ou mais golos em 36% das partidas. Ao ganhar à equipa de Gonçalo Paciência, o Benfica voltou também a vencer um conjunto alemão: não o conseguia há quatro jogos, desde fevereiro de 2017, altura em que bateu o Borussia Dortmund na Liga dos Campeões.

Rúben Dias, que marcou o único golo do Benfica que não teve a assinatura de João Félix, recordou em declarações já após o final do jogo que os encarnados “nunca iriam” decidir a eliminatória na primeira mão. “É uma vitória importante para nós. Podíamos ter conseguido outra vantagem para o jogo em Frankfurt, mas é um bom resultado. Foi bom para nós o golo inicial e termos jogado em superioridade numérica. Está tudo em aberto. Jogámos hoje a primeira parte. Nunca iríamos decidir a eliminatória. A este nível, quartos de final, são equipas com grande qualidade e tudo é possível. Podia ter acontecido o 5-1, mas aconteceu o 4-2. Falta uma 2.ª parte para disputar”, explicou o central encarnado, que indicou ainda que o segredo do Benfica é “trabalho e um grande espírito de entreajuda”.

Já Bruno Lage enviou um recado “àqueles que dizem” que os encarnados podiam não ter sofrido dois golos. “Agora é fácil falar, mas marcámos quatro golos, a estratégia funcionou em pleno. Não jogámos com ponta de lança e o primeiro golo define o que queríamos, com uma entrada vertical do Gedson. É um resultado muito bom para nós, perante uma grande equipa. É certo que com o 4-1 podíamos ter tido mais controlo, mas num lance de bola parada o nosso adversário chega ao golo com mérito. É um resultado muito bom, numa boa exibição. Por muito que queiram dizer que não, este resultado serve na perfeição”, acrescentou o treinador do Benfica. Já Samaris, que a par de João Félix realizou uma exibição enorme na Luz, explicou que a subida de rendimento tem a ver com “o entrosamento” com os colegas de equipa.

O Benfica ganhou, está em boa posição para avançar até às meias-finais da Liga Europa mas ainda tem de ultrapassar a segunda mão na eliminatória na Alemanha. A história, porém, está a favor dos encarnados: em 14 eliminatórias europeias com uma vantagem de dois golos conquistada na primeira mão, o Benfica só foi eliminado uma vez, em 1970, há quase 50 anos.

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