O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou esta quinta-feira a que a transição no Sudão, após a queda do Presidente Omar al-Bashir, respeite o desejo de democracia manifestado pelos sudaneses.

Num comunicado onde se abstém de condenar o golpe de Estado militar, Guterres reitera o seu “apelo à calma e à máxima contenção de todos” e reforça a esperança de que “as aspirações democráticas do povo sudanês sejam realizadas através de um processo de transição adequado e inclusivo”.

Omar al-Bashir foi destituído e detido pelas Forças Armadas, na sequência de um golpe militar que culminou meses de protestos populares. Os militares decretaram estado de emergência nos próximos três meses, suspenderam a Constituição e fecharam as fronteiras e o espaço aéreo. O Governo e a Presidência foram dissolvidos e foi imposto um recolher obrigatório.

Os Estados Unidos e cinco países europeus (França, Reino Unido, Alemanha, Bélgica e Polónia) pediram esta quinta-feira uma reunião de urgência do conselho de segurança para discutir a situação, que deve acontecer à porta fechada na sexta-feira.

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