Algarve

Hotelaria algarvia espera ocupação próxima dos 100% na Páscoa

Entre vários motivos apontados está o facto de a Páscoa ser tardia e perto de feriados e de haver muitas atividades culturais na época. Espera-se que haja menos britânicos a visitar o Algarve.

PETER KOLLANYI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A hotelaria algarvia pode ter ocupações próximas dos 100% no período da Páscoa, que marca este ano o início da época alta turística na região, estimou esta quinta-feira o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA). “As ocupações na Páscoa aproximar-se-ão dos 100% e este ano – também pelo facto de a Páscoa ser tardia, e como este período marca o início da chamada época turística -, não teremos uma quebra tão acentuada, como quando a Páscoa acontece no mês de março, por exemplo, em que depois se segue um período de descida e só mais tarde se inicia a época turística”, perspetivou Elidérico Viegas.

O dirigente associativo afirmou à agência Lusa que a “as perspetivas são mais ou menos idênticas às do ano passado”, sendo esperada uma “descida da procura por parte do mercado britânico, na linha do que vem acontecendo nos últimos dois anos e desde janeiro”, e “um aumento da procura interna por parte dos nacionais, que também caracteriza a procura neste período”.

À subida da procura interna nacional, junta-se o aumento “daqueles mercados que individualmente não representam muito, mas todos juntos ajudam a esbater as quebras que se verificam no mercado britânico em consequência do ‘Brexit’ e da desvalorização da libra”, acrescentou. Questionado sobre o volume das quebras registadas no mercado britânico, Elidérico Viegas quantificou a descida em 8,5%, em 2017, em 6%, em 2018, e em cerca de 6% desde janeiro até março.

A proximidade da Páscoa com os feriados de 25 de abril e 01 de maio vai também, segundo Elidérico Viegas, “contribuir para que as ocupações mantenham níveis bastante elevados ao longo de todo este período, em vez de apenas naqueles dias específicos da Páscoa”, como acontece quando esse período festivo acontece logo em março.

João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), também disse ter perspetivas “muito boas” para a Páscoa na região, “porque as condições climatéricas à partida serão favoráveis, com bom tempo”, e “há possibilidade de, com o 25 de abril, que é na quinta-feira subsequente, haver um período até de miniférias”. O presidente do Turismo do Algarve salientou a importância dos mercados nacional e espanhol durante a Páscoa, que “este ano acontece já a 21 de abril e, portanto, acaba por ter um efeito de arrastamento em relação ao arranque da época de maior procura”, considerou.

Se o bom tempo perspetiva uma Páscoa de sol e praia, a oferta do Algarve durante esse período não se esgota aí e inclui uma diversidade de iniciativas culturais, desportivas ou de lazer para que os visitantes possam usufruir, disse o presidente da RTA. A festa das Tochas Floridas, no domingo de Páscoa, em São Brás [de Alportel], o festival de caminhadas do Ameixial, em Loulé, entre 26 e 28 de abril, ou uma atuação de Mário Laginha e o Quarteto de Matosinhos, em Loulé, a 18 de abril, foram exemplos apontados por João Fernandes.

“Para além do bom tempo e dos recursos naturais por que somos conhecidos, temos também uma boa programação de espetáculos e temos também alguns desafios para que quem nos visita possa, em contacto com a natureza, fazer várias atividades”, referiu. Entre as atividades possíveis, o presidente da RTA enumerou caminhadas, passeios de bicicleta, passeios de barco para ver golfinhos, fazer ‘sky diving’ no aeródromo de Portimão, ou, no autódromo do Algarve, andar de ‘karting’ ou num carro de competição.

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