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“Hellboy”

Com Guillermo del Toro, autor dos dois primeiros filmes da personagem dos “comics” criada por Mike Mignola, fora da série “Hellboy” por não lhe permitirem escrever o argumento e realizar este terceiro, como tinha sucedido naqueles, e Ron Perlman também saído do projeto, por solidariedade com del Toro, os produtores decidiram fazer deste novo título um “reboot” em vez da continuação de “Hellboy II: O Exército Dourado”. O inglês Neil Marshall, que tem no seu currículo bons filmes de terror como “Lobos Assassinos” e “A Descida”, surge agora na realização, com David Harbour (“Stranger Things”) a substituir Perlman no papel de Hellboy. Ele enfrenta aqui Nimue, a Rainha do Sangue, uma ancestral e poderosa feiticeira do tempo dos druidas, interpretada por Milla Jovovich, bem como outras criaturas maléficas e destruidoras.

“Anoitecer”

Após ter sido premiado em Cannes e ganho o Óscar do Melhor Filme Estrangeiro com “O Filho de Saul”, a sua primeira realização, o húngaro László Nemes recua da II Guerra Mundial para as vésperas da Grande Guerra em “Anoitecer”, passado em 1913 em Budapeste. É a história de uma rapariga que vai empregar-se na prestigiada loja de chapéus dos pais, mortos num incêndio na mesma quando ela era pequena, e que foi comprada e reconstruída por um empresário. Filmado como que num transe contínuo, e tal como em “O Filho de Saul”, com a câmara sempre grudada à personagem principal, elíptico ao ponto de se tornar incompreensível, por vezes desconexo, e muito longo, “Anoitecer” parece querer ser uma alegoria sobre o estado do Império Austro-Húngaro, e da Europa, à beira do conflito que acabaria com aquele e devastaria esta. Mas a fita é tão opaca e confusa como inconclusiva e exasperante.

“Greta — Viúva Solitária”

Neil Jordan assina aqui um “thriller” de série B só com mulheres, passado em Nova Iorque e com Isabelle Huppert e Chloë Grace Moretz nos principais papéis. Frances (Moretz) é uma rapariga boazinha, cumpridora e certinha, que um dia encontra uma mala de senhora no Metro e a devolve à sua proprietária, Greta (Huppert), uma respeitável viúva francesa que vive na maior solidão. A mãe de Frances morreu há um ano, a filha de Greta estuda música em Paris, e a jovem e a senhora acabam por ficar muito amigas. Só que um dia, Frances faz uma descoberta arrepiante em casa de Greta e corta com ela. Greta passa então a persegui-la e a aterrorizá-la, revelando a sua verdadeira personalidade. “Greta — Viúva Solitária” foi escolhido como filme da semana pelo Observador, e pode ler a crítica aqui.

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