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Partido de Renovação Social da Guiné-Bissau exige fim de provocações

Após a tentativa da detenção do ministro da Agricultura na Guiné-Bissau, Alberto Nambeia apela ao fim da instabilidade, exigindo o fim das provocações ao Partido de Renovação Social.

O PRS acusa a PJ de ter "para lá dos seus limites" e de ter praticado atos ilegais e lesivos dos "direitos e liberdades fundamentais do cidadão Nicolau dos Santos"

PAULO CUNHA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
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O presidente do Partido de Renovação Social (PRS) da Guiné-Bissau exigiu esta sexta-feira o fim das provocações contra o partido e pediu para todos os guineenses contribuírem e trabalharem para o país sair da “onda de instabilidade”.

“Os guineenses estão fartos de problemas e todos nós temos de contribuir, trabalhar, para ver se desta vez saímos para sempre desta onda de instabilidade. Mas, nós deixamos um aviso a quem de direito: Se não pararem vamos ser obrigados a responder, mas é uma coisa que não queremos, mas pedimos aos nossos militantes para estarem atentos e unidos, sobretudo neste momento crucial”, afirmou, em conferência de imprensa, em Bissau, Alberto Nambeia.

O PRS convocou para esta sexta-feira uma conferência de imprensa, que decorreu na antiga sede do partido, na sequência dos incidentes registados na passada quinta-feira com o ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos, que a Polícia Judiciária (PJ) tentou deter, no Ministério da Agricultura, por suspeita de desvio de arroz doado pela China.

A PJ foi impedida de executar a ordem de detenção pela segurança do ministro – do PRS, eleito deputado nas eleições legislativas de 2014 e nas realizadas em 10 de março último -, garantida por elementos da Polícia de Intervenção Rápida.

“O nosso objetivo único é defender o povo da Guiné-Bissau. Há muitos anos que estamos a ser provocados, mas não reagimos”, salientou Alberto Nambeia.

Alberto Nambeia salientou que a Guiné-Bissau pertence a todos e apontou o dedo ao primeiro-ministro, Aristides Gomes, lembrando que apesar de ser do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) foi escolhido pelo PRS.

Antes de Alberto Nambeia se dirigir aos jornalistas, o porta-voz do partido, Vitor Pereira, leu um comunicado à imprensa no qual considerou que a ação da PJ é “deliberadamente liderada pelo primeiro-ministro” e visa atingir “politicamente altas personalidades do PRS para decapitar e fragmentar uma direção incómoda que veda a inconfessável vontade do seu partido, o PAIGC, de voltar à hegemonia no cenário político”.

No comunicado, o PRS acusa a PJ de ter “para lá dos seus limites” e de ter praticado atos ilegais e lesivos dos “direitos e liberdades fundamentais do cidadão Nicolau dos Santos”, referindo-se à mediatização de uma “matéria sob investigação e coberta pelo segredo de justiça”, busca e apreensão sem despacho do Ministério Público e tentativa de detenção do ministro com uma ordem ilegal.

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