Venezuela

Bolsonaro está “mais louco do que nunca”, acusa Maduro

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Depois de Jair Bolsonaro ter discutido a possibilidade de uma invasão militar sobre a Venezuela, Nicolás Maduro acusou o presidente brasileiro de ter vindo dos EUA "mais louco do que nunca".

Nicolás Maduro (esquerda) diz não entender os motivos de Jair Bolsonaro (direita) para invadir a Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse esta sexta-feira que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é um “fascista” e que regressou “mais louco do que nunca” dos seus encontros com Donald Trump, nos EUA, e com Benjamin Netanyahu, em Israel.

Maduro falava depois de Bolsonaro ter feito declarações à imprensa brasileira sobre a possibilidade de uma invasão militar à Venezuela. “A decisão [de invadir a Venezuela] vai ser minha, mas vou ouvir o Conselho de Defesa Nacional e depois o Parlamento brasileiro para tomar a decisão de facto”, afirmou Bolsonaro, na segunda-feira, à rádio Jovem Pan.

“Bolsonaro disse que estava a pensar em invadir militarmente a Venezuela. Que o Brasil ia invadir militarmente a Venezuela”, comentou esta sexta-feira Nicolás Maduro, durante um encontro com apoiantes. “Foi a Washington falar com Trump, esteve quatro dias em Israel, com Netanyahu. No regresso da sua viagem, veio mais louco do que nunca.”

Maduro disse ainda não entender que motivos teria o Brasil para invadir a Venezuela. “É um fascista, mas nunca um presidente do Brasil — nunca, jamais! — tinha ameaçado invadir um povo vizinho. Neste caso, o povo da Venezuela. Pergunto: qual é a causa de guerra? Vai invadir-nos porquê? A Venezuela roubou alguma coisa ao Brasil? A Venezuela agrediu ou ofendeu o Brasil?”, continuou Maduro.

“Cabe, no século XXI, na América do Sul, uma guerra entre povos irmãos? Faço um apelo ao povo do Brasil, faço um apelo a todos os setores democráticos e humanistas do Brasil, e faço um apelo às forças militares do Brasil, para que saiam contra a loucura de Jair Bolsonaro e à sua ameaça de guerra contra a Venezuela”, disse ainda Maduro, antes de concluir: “A Venezuela quer paz, cooperação, boa vizinhança, e não haverá guerra, haverá paz”.

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