A Xiaomi é uma marca de aparelhos electrónicos que nem todos conhecem em Portugal, o que não a impede de ser o maior fabricante chinês, desde 2014, e o 4º maior do mundo, a seguir à Samsung, Huawei e Apple. Depois de produzir o seu primeiro smartphone em 2011, antes de se atirar aos tablets e laptops, a Xiaomi está agora apostada em alargar horizontes e seguir as pisadas da Apple, que há muito tenta fabricar um automóvel, passando a propor o Xiaomi Redmi Car.

É certo que o automóvel da Xiaomi nada tem a ver com o Apple Car, um projecto para um veículo eléctrico e autónomo, cuja complexidade ainda não permitiu que saísse da grelha de partida. Isto apesar dos muitos milhões investidos. A Xiaomi foi bastante mais comedida – o que não implica que não venham aí modelos eléctricos e até com algum grau de autonomia –, o que lhe permitiu lançar o carro no mercado, a tempo de expo-lo no Salão Automóvel de Xangai, que abre portas na próxima terça-feira.

O Xiaomi Redmi Car é um SUV, fabricado em parceria com o construtor Bestune, está à venda por 89.900 yuan, ou seja, 11.865€. A base é o Bestune T77, mas personalizado pela empresa tecnológica. Com um comprimento de 4,52 metros, o Redmi Car é ligeiramente maior do que modelos como o Nissan Qashqai, sendo servido por um motor 1.2 sobrealimentado, com 143 cv. Se por 89.900 yuan é possível adquirir a versão mais acessível do Redmi Car, os mais equipados atingem 134.000 yuan, cerca de 17.700€.